O ciclista britânico Mark Cavendish anunciou hoje que vai adiar o fim de carreira e continuar na Astana, do WorldTour, em 2024, podendo voltar a ‘atacar’ as 35 vitórias em etapa no Tour.

“Este ano anunciei que ia terminar a carreira, e estava ansioso por não ter de me levantar para treinar todos os dias, estar longe de casa, e passar tempo com a minha família. (...) Mas, obviamente, ter caído na Volta a França não era como esperava terminar”, explica o sprinter, citado em comunicado da equipa cazaque.

Segundo ‘Cav’, a equipa “cresceu incrivelmente” e foi desafiado a correr mais um ano, por isso sente-se agora “pronto para o fazer e para acabar com a Astana”.

Assim, e sem descartar que depois de pousar a bicicleta possa continuar a ajudar a equipa noutras funções, o regresso à estrada será imediato, o que significa mais uma possibilidade de atacar um recorde a solo no Tour.

Cavendish tem as mesmas 34 vitórias do belga Eddy Merckx, e juntos são recordistas da mais importante prova de ciclismo do mundo, mas em 2023 acabou a abandonar à oitava etapa, ficando sem correr desde então.

“Não é segredo que uma vitória em etapa no Tour era o grande objetivo. Esteve perto na sétima etapa [foi segundo]. Mas uma queda riscou esses planos, e eu acredito que um campeão de verdade não deve terminar assim”, explicou o diretor-geral da equipa, Alexandr Vinokurov.

O agora adiado último ano só rendeu uma vitória, mas ainda assim importante, no caso a sua 17.ª vitória numa etapa da Volta a Itália, a 162.ª da carreira na estrada.

No início do ano, a equipa cazaque ‘resgatou’ o experiente sprinter britânico, considerado por muitos o melhor velocista da história, do desemprego, após a B&B Hotels ‘colapsar’, depois de a QuickStep o ter feito regressar aos primeiros lugares, ainda que depois tenha perdido lugar para o neerlandês Fabio Jakobsen.

O objetivo de ‘desempatar’ com Merckx é a última grande fronteira para o ‘míssil da Ilha de Man’, que tem 54 vitórias em grandes Voltas, atrás apenas de Merckx (64) e do italiano Mario Cipollini (57), além de um título mundial (2011), a Milão-Sanremo de 2009 ou três Scheldeprijs.

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