Paulo Fonseca, treinador português da Roma, falou à ESPN sobre a Superliga Europeia e admitiu que a prova lhe suscitou alguma preocupação.

"Quando vi a notícia, no início fiquei muito preocupado, mas agora estou muito orgulhoso. Orgulhoso de fazer parte do futebol. Acho que demos um grande exemplo para o mundo, para a sociedade, porque o mais importante são os adeptos", começou por apontar o técnico.

"Eu entendo que os maiores clubes querem mais dinheiro, mas também são os que gastam mais dinheiro. São eles que pagam 100 milhões de euros pelos jogadores e isso cria um problema para clubes menores. É egoísmo da parte deles. Agradeço, portanto, aos adeptos, aos jogadores, aos treinadores e a todos os que se posicionaram contra isto. Se a Superliga tivesse acontecido, poderia ter matado o futebol", alertou Paulo Fonseca.

Recorde-se que competição não sobreviveu 48 horas, com várias vozes críticas, desde governos, à UEFA, FIFA, Federações e adeptos, que levaram a maioria dos clubes a recuar.

Manchester City, Liverpool, Arsenal, Manchester United, Tottenham e Chelsea iniciaram a debandada do projeto da Superliga, seguindo-se Atlético de Madrid e Inter de Milão.

AC Milan e Juventus já reconheceram a necessidade de avaliar o projeto, enquanto os presidentes de FC Barcelona e Real Madrid consideram que esta era uma prova necessária e que ainda haverá possibilidade de avançar.

O ‘sonho’ liderado pelo presidente do Real Madrid, Florentino Pérez, juntou 12 dos principais clubes de Inglaterra, Espanha e Itália, tendo em vista a criação de uma competição anual com 20 equipas, na véspera de a UEFA revelar o formato competitivo da Liga dos Campeões, a partir de 2024/25.

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