O selecionador de futebol do Qatar disse hoje que a sua equipa vai mostrar espírito competitivo e tentar tirar algo de positivo do jogo particular de sábado, no Estádio Algarve, contra um Portugal de “topo mundial”.

“Obviamente, vamos ter pela frente um jogo muito difícil, se calhar o mais difícil destes que fazemos na Europa. Sabemos que [Portugal] é uma equipa de topo mundial e jogar em Portugal torna tudo mais difícil. Vamos dar o nosso melhor, mostrar espírito competitivo, ser disciplinados e usar todas as ferramentas disponíveis para tirar algo de positivo do jogo, tentando fazer 90 minutos competitivos”, disse Félix Sánchez, de 45 anos, na antevisão à partida.

O Qatar, anfitrião do próximo Campeonato do Mundo, em 2022, foi convidado a jogar o grupo A da qualificação europeia da competição, sem pontos em disputa, com Portugal, Sérvia, República da Irlanda, Luxemburgo e Azerbaijão.

As duas equipas voltam a encontrar-se, cerca de um mês depois de em Debrecen, na Hungria, Portugal ter batido o Qatar por 3-1, num encontro particular marcado pela estreia de Otávio, que assinou um dos golos lusos.

Questionado sobre a dificuldade de enfrentar Cristiano Ronaldo, o técnico espanhol, de 45 anos, que orienta a seleção do Qatar desde 2017, afirmou que a sua equipa vai tentar que o 'capitão' português esteja desconfortável em campo.

“Temos de estar prontos para enfrentar qualquer situação, preparados para fazer face a qualquer jogador e qualquer ‘onze’ de Portugal. O Cristiano Ronaldo é um dos melhores jogadores do mundo e, mesmo fazendo as coisas certas, é difícil pará-lo. Vamos tentar jogar para que ele não esteja confortável”, afirmou.

Félix Sánchez frisou ainda que o Qatar não entra em campo apenas para ver jogar: “Às vezes, sinto que as pessoas pensam que estamos aqui apenas para jogar e ver os grandes jogadores, mas creio que já temos historial noutras competições e já jogámos contra outras equipas e jogadores de topo. Para nós, vai ser mais um jogo difícil e vamos tentar fazer o nosso melhor.”

O técnico quer ver a sua equipa “continuar a crescer e a ganhar experiência”, sabendo que neste tipo de jogos o adversário “vai dominar” e ter mais bola.

“Temos de estar preparados para jogar nessas circunstâncias, porque eles vão ter mais posse de bola e nós temos de lidar com isso, tentando criar oportunidades e ter mais bola. No jogo realizado na Hungria, jogámos com 10 jogadores uma parte inteira, o que o tornou mais difícil. Temos de aprender com esse jogo e tentar jogar melhor”, concluiu.

A seleção portuguesa defronta o Qatar no sábado, no Estádio Algarve, onde, três dias depois, vai receber o Luxemburgo, no antepenúltimo encontro da fase de qualificação para o Mundial2022.

Portugal lidera o grupo A de qualificação para o campeonato do Mundo do próximo ano, com 13 pontos, mais dois do que a Sérvia (11), segunda colocada, e mais sete face ao Luxemburgo (seis), que é terceiro, com menos um jogo, à frente de República da Irlanda (dois) e Azerbaijão (um).

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