O presidente da Câmara de Amarante, onde se disputa o troço mais longo do Rali de Portugal, criticou hoje a “pouca vontade” do Governo nos custos da prova, referindo que o Estado não teria prejuízo devido aos impostos.

“É uma crítica recorrente, minha, mas não só. Acho que é altura de corrigirmos um erro. Aconteceu, está a acontecer, espero que venha a ser corrigido”, assinalou José Luís Gaspar, em declarações à Lusa, a propósito do troço que se disputa no sábado, naquele concelho do distrito do Porto.

O autarca insistiu que a tutela é beneficiária deste tipo de eventos, através dos impostos, “multiplicados várias vezes”, de acordo com estudos académicos.

À Lusa, recordou que, no passado, existiu uma verba de um milhão de euros para apoiar o evento, quando se realizava na zona sul do país.

Quando o Rali de Portugal regressou à zona norte, lamentou, “esse dinheiro não veio”.

Não obstante, José Luís Gaspar notou que o Rali de Portugal tem um efeito positivo, de longo prazo, na economia dos concelhos por onde passa, porque “marca e vende o território”, o que tem justificado o apoio das autarquias, nomeadamente no norte do país.

“Amarante tem crescido [no Turismo] 19 por cento ao ano, 10 pontos percentuais acima da média nacional. Isso deve-se muito a este tipo de eventos”, observou.

José Luís Gaspar indicou que a autarquia tem oito funcionários e 28 voluntários a apoiar na realização da prova.

Destacou, sobretudo, que Amarante e Mondim de Basto investem “muito dinheiro”, anualmente, na preparação do troço mais longo da prova, cerca de 37 quilómetros, que terá duas passagens, na zona da serra do Marão.

Segundo o autarca, a preparação do troço demorou cerca de três semanas, duas das quais na preparação do piso, em terra, com saibro de boa qualidade, considerado dos melhores no país.

Sublinhou, por outro lado, os esforços para manter os elevados níveis de segurança da prova, congratulando-se com o “bom comportamento dos espetadores” nas edições anteriores, que, espera, se possa repetir no sábado.

Em Amarante, são esperadas dezenas de milhares de espetadores, mas as questões de segurança do evento “estão mais que acauteladas”, disse, aludindo ao reforço do contingente policial e ao cuidado acrescido no encerramento de acessos fora das zonas espetáculo.

A organização a cargo da autarquia tem, também, preocupações ambientais, para manter o selo da prova como “eco Evento”, em resultado, indicou o edil, de uma parceria com a empresa Resinorte.

Nesse âmbito, são asseguradas no troço recolhas seletivas de embalagens e ações de sensibilização junto dos participantes, com monitorização dos resíduos produzidos.

“As pessoas já perceberam que aqui, em Amarante, há regras a cumprir. Uma delas é a questão ambiental”, concluiu.

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