O ‘foiling’, um tipo de vela que permite às embarcações ou pranchas menos contacto com a água e confere maior rapidez, chegará às pranchas de windsurf e ao kitesurf já em Paris2024, com Portugal já preparado para mudança.

Segundo explicou à Lusa o Diretor Técnico Nacional (DTN) da Federação Portuguesa de Vela (FPV), Luís Rocha, a introdução do ‘foil’, ou hidrofólio, segue a linha de “grande evolução nos últimos anos no desporto da vela”.

“Isso é bem patente no formato da própria Taça América (‘America’s Cup’), a competição desportiva mais antiga que temos hoje em dia em curso, e que passou por várias vertentes, desde os barcos às velas, e neste momento é feita em ‘foiling’, barcos que apenas estão na água por lâminas, e com velas rígidas. A America’s Cup acaba por ser a grande montra da tecnologia que tem vindo a ser replicada na modalidade”, descreveu.

Chegou ao programa olímpico primeiro em Tóquio2020, na classe Nacra 17, e em Paris2024 chegará a mais duas, de 10 disciplinas olímpicas, e é “a grande evolução da vela após os ‘skiffs’”, que vieram ocupar o lugar dos ‘dinghies’ [barcos de vela ligeira].

“Neste momento, é uma situação consagrada para Paris2024. (...) Será a primeira vez que o ‘kite’ é olímpico, é outra estreia, como a prancha ‘foil’”, referiu Luís Rocha.

No kitesurf, a decisão de 2018 de implementar o ‘foil’ na estreia olímpica foi ratificada, depois, em junho de 2020 pelo Comité Olímpico Internacional (COI), mesmo que não fosse das dimensões mais populares, como o ‘twin tip’ ou as de saltos.

“Temos quatro velejadores a trabalhar praticamente a tempo inteiro, desde há ano e meio, para tentarem a qualificação para Paris 2024: o Pedro Marcos, o Pedro Afonso, o Tomás Pires de Lima e a Mafalda Pires de Lima”, destacou o DTN.

No windsurf, por outro lado, o ‘foil’ era já “bastante popular quer em Portugal quer no resto do mundo”, e a “transição generalizada” faz-se em todas as idades e com muitos praticantes.

A título de exemplo, apontou Luís Rocha, “no Clube Naval de Cascais há 15 a 20 pessoas todos os dias a praticar ao final do dia, todos no ‘foil’”.

A escola portuguesa em Portugal centra-se em três pontos, a Fuzeta, Ponta Delgada e a Madeira, “os três grandes polos do windsurf juvenil”, que teve de se adaptar à mudança de pranchas.

A questão dos custos não “é muito significativa”, ainda que esta nova forma de praticar acarrete um desgaste menor da própria prancha, que fica menos tempo em contacto com a água.

“Uma prancha olímpica anda na ordem dos seis mil euros. Para material olímpico, [o windsurf] acaba por ser a disciplina mais barata da vela olímpica”, referiu.

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