No dia 30 de janeiro de 2010, Portugal perdia com a Espanha por 4-2 na final do Europeu de futsal da Hungria e Pedro Costa anunciava a sua renúncia à seleção.

Três anos se passaram, o jogador conversou com o selecionador Jorge Braz e acordaram o seu regresso. O ala do Nagoya Oceans queria voltar em grande num Europeu de futsal, queria voltar a fazer parte de um grupo que nunca deixou de sentir como seu.

Um regresso "amargo"

Tudo corria como Pedro Costa havia sonhado até que, ao seu segundo jogo no Europeu (Portugal - Rússia), acordou para uma realidade que não queria viver: uma lesão atirava-o para fora do encontro.

«A pergunta que fiz foi: ‘Porquê eu?”. Foi um sentimento de injustiça principalmente por aquilo que referiu. Trabalhei muito para estar aqui, para viver este sonho. Acaba por ser um ‘dejá vu’ porque num Europeu em Itália (2003) aconteceu-me o mesmo», começou por dizer, em entrevista, ao SAPO Desporto.

Tudo aconteceu aos 10 minutos do jogo Portugal – Rússia. Pedro Costa sentiu uma dor, saiu, e pensava que voltaria a entrar. Não aconteceu.

«Eu pensei sinceramente que tivesse sido uma contratura muito forte. Não senti nada a rasgar. Entretanto, quando cheguei ao banco, conversei com a equipa médica, e esta achava que, como é óbvio, para o pouco tempo que eu tinha sido utilizado, era pouco provável ser apenas uma contratura. Durante o jogo, o mister Braz perguntou-me se dava para voltar. Aind fui fazer um aquecimento para trás do banco, e foi aí que percebi que poderia existir alguma coisa mais no músculo», explicou.

Ajudar de fora para dentro

A partir desse momento, o internacional português tinha que reformular os seus objetivos. Era preciso continuar a ajudar a equipa, só que o seu papel tinha de passar a ser feito fora de campo.

«Jogando ou não jogando, tento sempre ser um elemento que acrescenta alguma coisa à equipa. Sem jogar, é muito complicado fazer com que os outros jogadores sintam que eu posso ajudar de algum modo. O que eu tento fazer é passar a minha experiência e o que eu já vivi para os jogadores mais novos. Estar do lado deles, ouvir, perceber o que os preocupa e tentar tranquilizá-los ao máximo. E depois sou um elemento divertido, bem disposto, que gosta de conviver. Tenho sido um elemento que ao longo dos anos tem dado “música” à seleção», disse por entre risos.

Durante estes jogos, na bancada, Pedro Costa sentia-se «impotente por não poder ajudar», então passou a ser mais um a gritar, a tentar «passar energia para cada lance da seleção».

A Itália, sempre a Itália 

Se no Euro2012 e Mundial2012, o jogador do Nagoya Oceans já tinha assistido aos jogos entre Portugal e Itália de fora, agora acabou por fazê-lo de novo, mas de contra-vontade. Apesar de nova derrota, Pedro Costa gostou muito mais do que viu.

«Em termos de jogo jogado, eu vi um jogo completamente diferente. Vi uma seleção portuguesa capaz, audaz, a olhar olhos nos olhos uma seleção muito forte que é a Itália. Vi uma seleção que começou o jogo em desvantagem mas que conseguiu ter força e qualidade para dar a volta ao resultado ainda na primeira parte», explicou.

No final do encontro, tentou ajudar os seus colegas a reerguer-se, embora a escolha das palavras não tenha sido fácil. Para Pedro Costa há agora uma medalha a conquistar: «Temos feito exibições muito boas, consistentes. E agora estamos aí à porta de ganhar uma medalha, de algo que pode ser histórico para o futsal português».

O jogador já  treina em pleno e vai estar disponível para dar o seu contributo, de novo, no encontro Portugal – Espanha, que está marcado para as 17 horas deste sábado.

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