A Federação Internacional do Jornalismo (FIJ) pediu hoje à organização dos Jogos Olímpicos Tóquio2020 que abandone a ideia de rastrear por GPS os jornalistas estrangeiros que vão acompanhar o evento.

De acordo com o organismo, este rastreamento, justificado com as medidas de contenção da pandemia de covid-19, coloca em causa a vida privada e a liberdade de imprensa.

A FIJ alerta que esta "vigilância por GPS passará por rastrear os telefones dos membros da comunicação social", com os organizadores a exigirem aos jornalistas que mantenham a função de localização sempre ativa.

"A implementação dessa medida priva os jornalistas do seu direito à privacidade e limita a liberdade de imprensa", refere a FIJ, que pediu ao comité organizador para "revogar esta disposição e a discutir outras medidas para manter a segurança de todos os participantes".

Em 08 de junho, a presidente do comité organizador, Seiko Hashimoto, anunciou que os cerca de 6.000 jornalistas estrangeiros iriam ser geolocalizados por GPS, embora depois tenho garantido que não seria um rastreamento em tempo real.

Além deste rastreamento, os jornalistas terão de indicar os locais em que pretendem estar nos primeiros 14 dias dos Jogos Olímpicos, que se realizam de 23 de julho a 08 de agosto.

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