A Marítimo SAD fechou a temporada 2020/21 com saldo positivo na ordem dos dois milhões de euros, resultado apresentado hoje em assembleia geral convocada com o intuito de discutir o Relatório e Contas da época transata.

 “O Marítimo tem um resultado bruto de 2,7 milhões de euros positivo. Pagou cerca de 700 mil euros de IRC, e portanto, tem um resultado líquido de cerca de dois milhões de euros. O que reflete a boa performance, num ano muito difícil devido à covid-19”, sublinhou Luís Miguel de Sousa, presidente da assembleia geral (AG) da Sociedade anónima desportiva ‘verde rubra’.

 Segundo o presidente da AG, o resultado positivo é fruto da venda de jogadores que “renderam cerca de três milhões de euros”, como o caso de Nanu ao FC Porto, e de Getterson aos árabes do Al-Ain.

 Na assembleia estiveram presentes 97,8% dos acionistas, “praticamente o capital quase todo”, tendo em conta que o clube detém 91%, “o que garante à partida que uma parte substancial do capital esteja presente”.

 Luís Miguel Sousa enalteceu o “orgulho com que os acionistas olham para a SAD do Marítimo que tem mais de 20 milhões de euros de capitais próprios positivos”, referindo que se trata da “SAD em Portugal que tem melhor autonomia financeira”, lembrando ainda que mais de metade dos clubes que disputam a I Liga “têm capitais próprios negativos”.

 Os 20 milhões estão aplicados na sua grande maioria no Estádio dos Barreiros, segundo o presidente da AG, que referiu que a SAD emprestou ao clube “14 milhões de euros, que foram colocados na construção do recinto desportivo, “que não está pronto ainda”.

“Dos 24 milhões de euros de obra, o Marítimo tem 14 milhões, que vai recuperar no contrato-programa de longo prazo”, frisou.

 “O apoio do governo, a SAD agradece pelo esforço que faz, mas não podemos deixar de referir que o Marítimo SAD devolve à Região Autónoma [da Madeira] e ao governo regional praticamente tudo aquilo que recebeu em apoio”, afirmou Luís Miguel Sousa, explicando que a SAD paga na época 2020/21 “4,02 milhões de euros de impostos”.

 A decisão da administração de “apostar na equipa” refletiu-se num aumento dos salários de cerca de 51%, segundo o presidente da AG maritimista.

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