Foi um Benfica em grande forma aquele que chegou ao Municipal de Leiria este sábado para enfrentar o Casa Pia. Com ele as águias trouxeram milhares de adeptos prontos para mais um capítulo do belo início de história que tem sido o começo de época para os lados da Luz.

Esperava-se mais uma goleada ao estilo 'blitzkrieg' dos homens de Roger Schmidt, contudo, a partida acabou por se assemelhar ao desembarque aliado na Normandia: ataque massivo, forte resistência e uma vitória tirada a ferros.

O técnico Roger Schmidt fez apenas uma alteração nas suas tropas relativamente ao jogo da passada terça-feira. O alemão quis aproveitar um Diogo Gonçalves motivado pelo grande golo marcado diante do Midtjylland e fê-lo alinhar de início, ocupando o lugar de Chiquinho.

Já o Casa Pia manteve o onze que tão boa conta deu de si nos Açores diante do Santa Clara, e que garantiu o primeiro ponto no regresso ao escalão maior do futebol português. Com uma defesa e meio-campo povoados, os gansos apostavam no dinamismo do seu trio de ataque, com especial foco para a velocidade de Godwin, o principal desequilibrador dos casapianos.

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O jogo: Gansos abriram as asas mas águias cortaram-nas

Procurando surpreender o adversário (e o público em Leiria) logo desde o início, o Casa Pia começa a partida afoito e a pressionar com muita intensidade no meio-campo, procurando posteriormente lançar rápidos contra-ataques principalmente através de Godwin; foi mesmo do nigeriano o primeiro remate da partida logo no primeiro minuto.

O Benfica demorou um pouco para se adaptar à postura dos 'Gansos' mas acabou por gradualmente tomar conta das operações. À passagem do minuto 10, o jogo como que passou para segundo plano quando mais de vinte mil pessoas prestaram homenagem a Fernando Chalana, aplaudindo o 'pequeno genial' enquanto a partida se desenrolava.

Como que inspirados pela memória de 'Chalanix', o Benfica conseguiu finalmente por o seu jogo em prática; perante um Casa Pia que teimosamente insistia em tentar sair a jogar, os encarnados iam recuperando várias bolas em zonas altas do terreno, procurando apanhar o adversário em contrapé.

As tropas encarnados já tinham desembarcado e lançavam constantes ataques às linhas recuadas do adversário; todavia, as águias mostravam desacerto na hora de definir o melhor destino a dar a cada lance, isto perante uma verdadeira floresta negra que parecia intransponível.

Reportagem SAPO Desporto: o olhar do Casa Pia no regresso à Primeira Liga
Reportagem SAPO Desporto: o olhar do Casa Pia no regresso à Primeira Liga
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A única verdadeira hipótese de furar por entre as defesas casapianas surgiu aos 24 minutos; um alívio mal feito pela defesa da casa com a bola a sobrar para Gonçalo Ramos que, em dificuldade, desviou para a baliza, naquilo que parecia um golo certo, não fosse a intervenção de João Nunes em cima da linha a negar o primeiro da partida para a equipa da Luz.

No segundo tempo Roger Schmidt fez entrar Alex Bah para o lugar de Gilberto e a infantaria encarnada ganhou outro fulgor ofensivo. Pouco a pouco o Benfica ia-se acercando com mais perigo da área adversária em busca daquele tiro certeiro que deitasse por terra a floresta negra que se opunha à vontade dos encarnados.

Esse tiro acabou mesmo por chegar por volta dos 54 minutos; recuperação de bola em zona avançada e Rafa, descaído pela direita a cruzar para onde apareceu Gonçalo Ramos, a antecipar-se a João Nunes e a desviar subtilmente para o fundo das redes casapianas...o mais difícil acabara de ser feito e os adeptos encarnados respiravam fundo finalmente.

Com a defesa adversária já mais desgastada, o Benfica continuou a ofensiva, procurando o segundo golo que assegurasse a vitória. Perante a inoperância ofensiva do adversário, os encarnados baixaram a intensidade e limitaram-se a controlar a partida ao pressionar a meio-campo e impedindo assim que o adversário avançasse e recuperasse aquela preciosa praia da Normandia que tanto custou a conquistar. Foram três pontos suados e que exigiu a paciência e perseverança das tropas encarnadas para a sua conquista perante um adversário que vendeu cara a derrota, antevendo uma boa campanha nesta Primeira Liga.

O momento: Mais que o golo, a homenagem

Minuto 54', o Benfica consegue finalmente chegar ao golo por intermédio de Gonçalo Ramos. Contudo, o que fica é mesmo a homenagem que o avançado fez a Fernando Chalana, não só por apontar o seu nome na frente da camisola, como também a imitar os 'sprints' do 'pequeno genial'. De destacar que todos os jogadores do Benfica usaram o nome de Chalana nas costas.

Os melhores: O motor e o finalizador

A cada jogo que passa se vai notando a preponderância de Enzo Fernández no jogo do Benfica. O argentino é o motor do jogo encarnado, sendo uma peça essencial no equilíbrio da equipa. Contudo, não seria possível deixar de fora o autor do único golo da partida; Gonçalo Ramos mostrou todo o instinto e oportunismo que compõem um bom ponta-de-lança.

O pior: Ganso inofensivo continua sem bicar

Apesar de contar com bons jogadores na frente de ataque, o Casa Pia continua sem conseguir marcar golos na Primeira Liga. Perante um adversário desta craveira, certamente não se esperavam muitas oportunidades é certo, todavia, os 'Gansos' não conseguiram criar uma verdadeira oportunidade de golo. Se a defesa e o meio-campo deram boa conta de si, já o ataque ainda precisa de muito trabalho.

As reacções

Schmidt destacou a paciência da equipa e os três pontos

Filipe Martins tirou conclusões positivas do jogo

João Nunes acha que o resultado poderia ter sido diferente

O resumo

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