O futebolista português Cristiano Ronaldo, com uma incontável ‘legião’ de fãs, é, inquestionavelmente, com o rival Messi à distância, o mais mediático dos futebolistas do Mundo.

Aos 36 anos, que completou em 05 de fevereiro, Ronaldo já só é o melhor do Mundo por deferência, pelo hábito de o dizer, quiçá a necessidade de perpetuar um ‘estado de alma’, mas a sua carreira, com ares de interminável, continua a ser pautada pelos recordes, que vão ‘caindo que nem tordos’ aos seus pés.

De extremo atrevido a matador na área

O jogador madeirense já não tem a velocidade de outros tempos, nem a ‘magia’ daquele drible que, junto à linha, ‘estonteava’ os defesas e o fazia partir imparável para a área, para faturar ou assistir, mas continua a marcar golos em ritmo de cruzeiro e, com eles, a construir um legado que vai perdurar para a eternidade.

Ronaldo é ‘marca’ de qualidade ímpar, e cada vez mais também de longevidade, sempre ao mais alto nível, ou não representasse há 18 anos aquelas que são as equipas número 1 de Inglaterra (Manchester United), Espanha (Real Madrid) e Itália (Juventus).

Desde que encantou Alex Ferguson, quando brilhou, ainda menino, com 18 anos, na inauguração do novo Estádio José Alvalade, em Lisboa, e rumou aos ‘red devils’, que o jogador formado em Alvalade iniciou uma subida ao ‘Olimpo’ do qual ‘teima’ em não querer descer.

Cristiano Ronaldo saiu do Sporting para o Manchester United em 2003
Cristiano Ronaldo saiu do Sporting para o Manchester United em 2003. créditos: Foto@ADRIAN DENNIS / AFP

Se agora já não é o melhor, o mediatismo continua no auge, na vida real, pelos carros que se deslocam ou os terraços que surgem ‘debruçados’ sobre a cidade, ou nas redes sociais, onde é dos mais procurados e escrutinados.

Na relva, também todos os olhares se projetam na sua direção, e continua a ser notícia quando está dois ou três ‘míseros’ jogos sem marcar, o que diz bem do que representa.

Quando não consegue o ‘golinho’ da ordem, nem que seja de penálti, nunca é feliz, parecendo por vezes que, para ele, isso é mais importante do que tudo, tal a pressão que se coloca, a posição em que permitiu que os outros o colocassem, como se, sem isso, pura e simplesmente não estivesse a cumprir a sua missão.

E, de facto, com o passar dos anos, que o ‘empurraram’ da linha para o meio e o ‘transformaram’ num finalizador, ‘apagando’ o desequilibrador, o golo passou a ser o seu modo de vida, aquilo que, para o mundo exterior, faz toda a diferença: chega um ‘hat-trick’, e volta a ser clamado como o ‘maior’ do Mundo, como ‘exige’, para, aos primeiros sinais de ‘seca’, lembrarem o seu fim.

Ronaldo, uma máquina de golos

Ronaldo percebeu há muito a importância de marcar, de aparecer, de ser o protagonista, e, por isso, investe forte, quer sempre fazê-lo, transformou-o na sua obsessão, e, para ele, que trabalha como poucos, que se dedica à ‘causa’ como ninguém, o querer, o querer muito, tem sido significado de poder.

Na época 2020/21 como na anterior, na outra, e em todas as outras antes dessa, sobretudo desde que em 2009, trocou o United pelo ‘maior’ clube do Mundo, o Real Madrid, para uma aventura de nove anos, o português não falhou nesse capítulo, não sabe falhar.

Como se já fosse pouco tudo o que conseguira, somou mais um ‘montão’ de recordes à sua coleção e arrecadou mesmo o troféu de melhor marcador da Serie A, que lhe havia escapado nas duas primeiras épocas em Itália, onde joga desde 2018/19.

Depois de ‘top scorer’ da Premier League e ‘pichichi’ da Liga espanhola, conseguiu, como não, tornar-se o ‘capocannoniere’ da Seria A.

Marcou 29 golos, que lhe valeram também o terceiro lugar na tabela da ‘Bota de Ouro’, apenas atrás de Lionel Messi, posição que ao longo da carreira lhe deve ser a mais penosa de ocupar, e do irresistível polaco Robert Lewandowski, autor de 41 pelo Bayern, um novo recorde na Bundesliga.

Cristiano Ronaldo
Cristiano Ronaldo celebra golo pela Seleção de Portugal créditos: EPA/HUGO DELGADO

Em 2020/21, Ronaldo somou 45 golos, em 58 jogos – 36 pela Juventus, em 44 jogos, e nove pela seleção lusa, em 14 –, para um total de 789 tentos, nos 1.093 embates oficiais que cumpriu desde que se tornou profissional em 2002/03.

Pela Juventus, já ultrapassou, aliás, os 100 golos, o que também tinha conseguido pelo United e o Real, e que já logrou igualmente de ‘quinas’ ao peito, onde igualou o recorde mundial do iraniano Ali Daei: 109 golos na Seleção de Portugal a nível sénior.

No último Europeu de futebol, em 2021, tornou-se no primeiro a alinhar em cinco fases finais, onde reforçou o recorde de jogos e isolou-se como melhor marcador de sempre, deixando para trás o ‘mítico’ Michel Platini.

Agora vai continuar o seu legado de golos num clube que bem conhece, numa Liga que o catapultou para a ribalta e onde se tornou num pesadelo para os adversários. Agora, aos 36 anos, com menos capacidade de explosão, menos drible, mas um apuradíssimo faro para o golo, numa equipa onde irá contar com assistentes de primeira, como Pogba e Bruno Fernandes.

Em Old Trafford, vai aumentar os seus números estratosféricos. Desde que se tornou profissional em 2002/03, Cristiano Ronaldo marcou 783 golos, nos 1.074 jogos oficiais que cumpriu (895 jogos, 674 golos e 229 assistências nos clubes e 179 jogos, 19 golos e 41 assistências na Seleção de Portugal).

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