O Ministério Público pediu a pena de 15 anos e meio de prisão para o ex-presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) Ángel María Villar, acusado dos crimes de corrupção, peculato, gestão danosa e falsificação de documento.

De acordo com o despacho de acusação a que a AFP teve hoje acesso, Villar, detido em julho de 2017 e que chegou a estar em prisão preventiva, é acusado pela justiça espanhola de ter lesado a RFEF em 4,5 milhões de euros (ME), entre 2007 e 2017.

O antigo líder federativo, de 75 anos, é acusado de ter utilizado o cargo em benefício próprio e de pessoas da sua confiança, na organização de jogos particulares da seleção espanhola com Coreia do Sul, Chile, Venezuela, Peru e Colômbia, utilizando uma empresa pertencente ao filho Gorka Villar.

O Ministério Público pede que seja aplicada a pena de sete anos de prisão ao filho de Ángel Villar, presidente da RFEF entre 1988 e 2017 e uma das oito pessoas acusadas neste processo, e que ambos indemnizem solidariamente a federação espanhola em 3,8 ME.

A investigação judicial custou também a Ángel Villar o afastamento dos cargos que ocupava na UEFA e na FIFA, na sequência do qual Fernando Gomes, na altura presidente da Federação Portuguesa de Futebol, foi nomeado pela UEFA para a Comissão Executiva da FIFA.