A Inglaterra está na final de um campeonato da Europa de futebol pela primeira vez, ao eliminar a Dinamarca nas meias-finais do Euro2020. Foi preciso recorrer ao prolongamento, onde um penálti muito discutível convertido por Kane deu o triunfo à seleção dos Três Leões.

Na final, marcada para às 20h00 de domingo em Wembley, a Inglatera vai tentar o seu primeiro título frente a Itália.

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Com 60 mil adeptos em Wembley e com o 'Football is Coming Home'a guiar a seleção dos três leões', a Inglaterra queria colocar-se a uma vitória do sonho de ser campeã europeia pela primeira vez para se juntar o título europeu ao Mundial, conquistado em 1966, também em casa.

Com a canção 'Three Lions' e o refrão 'It’s Coming Home' a ecoar no estádio de Wembley, bares e ruas de Inglaterra, a equipa de Gareth Southgate tinha todo o favoritismo a seu favor, mas queria evitar a letra da mesma música, que aborda as esperanças e as desilusões que fazem parte do futebol.

E a Dinamarca teria todo o prazer em dar mais uma desilusão ao futebol inglês para assim se meter na final pela segunda vez, tal como em 1992 quando abandonaram as férias para vencer o Europeu de futebol.

Damsgaard 'gelou' Wembley

A Inglaterra até entrou melhor, mas a pressão de vencer foi tomando conta dos jogadores, com o passar dos minutos. Jordan Pickford parecia ser o elo mais fraco, com reposições de bola desastrosas que causaram apreensão na sua defensiva e deixaram os adeptos com o coração na boca. Braithwaite e Damsgaard aproveitaram as borlas do guarda-redes que defende as redes do Everton para assustar em dois remates perigosos.

À passagem da meia hora surgiu o primeiro golo do jogo e um dos mais belos do torneio. Na marcação de um livre direto, Damsgaard bateu forte e colocado, a bola sobrevoou a barreira e entrou junto à barra. Pickford voou, mas não conseguiu travar o forte pontapé, apesar de este ter entrado quase a meio da baliza.

Nas bancadas de Wembley, quase 60 mil ficaram 'gelados', apreensivos. Harry Kane pedia cabeça aos colegas, Gareth Southgate pedia cabeça aos seus jogadores. Era difícil disfarçar tamanha preocupação.

Depois de servir o primeiro golo neste Euro2020, a Inglaterra foi à procura da felicidade. Melhorou no ataque, acercou-se da baliza de Schmeichel. Harry Kane seria fundamental na reviravolta, pela forma como confundiu a marcação dos defesas nórdicos. Aos 38 minutos, saiu da área, meteu em Sterling que rematou de pronto, contra o corpo do guarda-redes dinamarquês. Grande defesa de Kasper Schmeichel, guardião do Leicester.

O azar de Kjaer foi a sorte da Inglaterra

Não foi aos 38, foi aos 39. Novamente Kane fora da sua zona, a participar na construção. Recebeu, virou e meteu em Bukayo Saka na direita, o jovem extremo centrou para a pequena área. Kjaer quis tanto evitar que Sterling metesse a bola na baliza que acabou por ser mesmo a completar a tarefa, fazendo o 11.º autogolo deste Euro2020.

O segundo tempo arrancou novamente com a Dinamarca a entrar melhor. A seleção de Kasper Hjulmand jogava em casa do adversário, mas estava muito desinibida, personalizada, a sair bem para o ataque a conter os ingleses na sua área. Jordan Pickford foi chamado a intervir com uma defesa de classe aos 52 minutos, a negar o golo a Dolberg, apesar de o dinamarquês estar em posição irregular.

No outro lado da baliza quem brilhava era Kasper Schmeichel. Aos 55, a reviravolta esteve na cabeça do gigante Maguire, após livre de Mason Mount mas o guardião nórdico voou e negou as intenções do central com uma palmada. Enorme defesa!

Aos 60 não foi Schmeichel mas sim Hojbjerg a evitar que o passe de Shaw chegasse a Saka na área.

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Com o jogo a arrastar-se, a Inglaterra sentia dificuldades para criar situações de perigo. Aos 74 minutos Harry Kane caiu na área em lance com Norgaard, ficou a pedir penálti, mas o árbitro Danny Makkelie marcou falta ao contrário. O avançado inglês cometeu uma infração antes sobre Poulsen.

Kane cai na área da Dinamarca depois de contacto com Norgaard. O árbitro aguardou a verificação do VAR e acaba por assinalar uma falta ofensiva anterior,

Kasper Hjulmand quis dar mais frescura à sua equipa e lançou Daniel Wass, Yussuf Poulsen, Christian Noergaard, Joachim Andersen e Mathias Jensen no segundo tempo. Já Gareth Southgate só fez uma troca, com a entrada de Jack Grealish no posto de Buçaco Saka.

Nos minutos finais os ingleses acercaram-se da baliza dinamarquesa, na procura da reviravolta, mas o jogo foi mesmo para prolongamento, tal como aconteceu na outra meia-final entre Itália e Espanha.

Dinamarca sem forças para mais meia hora de futebol

Com uma equipa mais fresca e empurrada pelo seu público, a Inglaterra entrou a todo o vapor no tempo extra, criando vários lances de perigo. Aos 94 minutos, Kasper Schmeichel negou o golo a Kane com mais uma fantástica defesa. Aos 98, novamente o guardião nórdico, agora a travar um tiro de Grealish, para canto.

A reviravolta sairia de penálti. Aos 102 minutos, Sterling caiu na área em lance com Maehle. O juiz neerlandês Danny Makkelie marcou penálti, para desespero dos nórdicos. O VAR confirmou o castigo, que Kane encarregou-se de transformar. Na batalha com Schmeichel, o inglês permitiu a defesa do guardião dinamarquês, mas, na recarga, meteu a bola na baliza, fazendo a reviravolta.

Southgate meteu Trippier no posto de Grealish que tinha entrado no segundo tempo, passou a ter uma defesa a cinco para travar as investidas da Dinamarca.

O melhor que a Dinamarca consegui foi um remate de Braithwaite, que Pickford defendeu. Faltaram forças aos homens de Kasper Hjulmand para levar o jogo para os penáltis.

Na final, marcada para domingo, de novo em Wembley, a Inglaterra, campeã mundial em 1966, vai defrontar a Itália, vencedora do Euro1968, que na primeira final bateu a Espanha por 4-2 nos penáltis, após 1-1 nos 120 minutos.

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