O presidente da Associação de Futebol da Madeira (AFM) disse hoje à agência Lusa que as agressões de um treinador a um árbitro num jogo de formação é uma situação “inacreditável e inqualificável”, sublinhando que “haverá consequências”.

“É uma situação completamente inacreditável e inqualificável para os dias de hoje quando se trata de formação, que em nada dignifica aqueles que a defendem e que querem transformar os jovens em potenciais futebolistas de amanhã”, enfatizou Rui Marote, enaltecendo a importância do ‘fair-play’ em todas as competições desportivas.

Treinador agride árbitro em pleno jogo do escalão sub-11 na Madeira
Treinador agride árbitro em pleno jogo do escalão sub-11 na Madeira
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A partida entre o Juventude e o Bairro da Argentina, do escalão sub-11, terminou com agressões do técnico do último clube ao árbitro, que pertencia à equipa adversária, método adotado no futebol de formação na Madeira.

O jogo, disputado durante a manhã de sábado no campo Adelino Rodrigues, no Funchal, terminou com o delegado da equipa do Juventude, Orlando Fiqueli, que cumpria o papel de árbitro no encontro, a necessitar de cuidados hospitalares.

O dirigente da associação regional garante que “ainda faltam alguns elementos para uma análise mais profunda”, mas que lamenta e condena a situação, que “naturalmente terá de ter consequências”.

“Estamos a falar de futebol jovem e de uma organização em que os clubes na condição de visitados apresentam os seus árbitros e, portanto, tem corrido com a normalidade que nós pretendemos”, frisou Rui Marote, garantindo que o problema não está no método de arbitragem utilizado na Madeira e “repetido em quase todo o país”.

O dirigente considera que “é de lamentar que pessoas que trabalham com jovens tenham atitudes desta natureza”.

“As crianças quando veem os adultos a ter estas atitudes acompanham-nos e, portanto, infelizmente, há de haver penalizações não só para os adultos como também para as crianças, porque realmente têm de saber que estar no desporto é saber ganhar e perder”, reagiu o presidente da AFM quando questionado sobre os atletas que também tiveram comportamentos violentos no encontro.

Rui Marote admite que este tipo de situações “estraga tudo aquilo que é a atividade desportiva”, mas que “os órgãos disciplinares irão analisar tudo aquilo que aconteceu e tomarão as decisões que estão regulamentadas no regulamento de disciplina”.

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