O regresso do Mundial de ralicrosse a Montalegre, no distrito de Vila Real, atraiu espetadores portugueses e espanhóis ‘da velha guarda’, mas também adeptos de desporto motorizado que visitaram o circuito pela primeira vez e prometem “voltar sempre”.

Ainda com as quatro bancadas instaladas no Circuito Internacional de Montalegre algo ‘despidas’, o público voltou hoje a marcar presença no regresso da prova mundial de ralicrosse que decorre naquela localidade do distrito de Vila Real este fim de semana.

No primeiro dia da competição que junta o topo da categoria a ‘World RX’, mas também a Euro RX3 e provas de Kartcross, os aguaceiros não passaram de ligeiros, mas os adeptos ‘da velha guarda’ não deixaram de se equipar à espera do pior, no circuito que se situa no sopé da serra do Larouco, a mais de mil metros de altitude, a mais alta do calendário.

Fernando Monteiro e José Maria Guimarães, de Cabeceiras de Basto, no vizinho distrito de Braga, nunca falharam uma edição do Mundial de ralicrosse em Montalegre e são também presença assídua em provas nacionais.

No canto habitual da bancada, bem equipados com mantas e guarda-chuvas, os amigos explicaram à agência Lusa a satisfação pelo regresso da competição, mas também o desânimo pela falta de divulgação.

“Devia ser mais divulgado. Não há outro desporto que atraia tanta gente a seguir ao futebol em Portugal”, apontou.

Já o risco de chuva também não desanima a dupla: “O que é isto comparado com o nevão que houve aqui em 2018?”

No primeiro dia de competição, o público assistiu ao domínio nas duas primeiras qualificações do líder do Mundial na categoria ‘World RX’, Timmy Hansen (Peugeot 208), mas também ao espetacular duplo capotamento, sem consequências, do russo Timur Shigabutdinov, da categoria Euro RX3.

Montalegre volta este ano ao calendário do Mundial após três anos de ausência, sendo que em 2020 a pandemia de covid-19 impediu a realização da etapa portuguesa. Para domingo a organização espera a presença de um maior número de espetadores.

A menos de uma hora de distância, mas já no país vizinho, Roberto Lourenzo e os seus dois filhos viajaram de Ourense, na Galiza, para “recordar os tempos do Mundial de ralicrosse em Montalegre”.

“Já sentíamos falta e também vim cá pelos rapazes, que já gostam muito de desporto motorizado”, destacou enquanto falava à Lusa à frente de uma bandeira da Galiza instalada por aquele grupo nas grades da bancada.

No entanto, os galegos não marcarão presença no domingo, dia decisivo da prova, porque este fim de semana “há muitas provas de rali em Espanha”.

Mas nem todos os presentes nas bancadas são repetentes. Desde a “capital do rali”, Lousada, no distrito do Porto, Tiago Correia e três amigos estão em estreia em Montalegre.

“Acompanho o ralicrosse nacional e mundial, mas ao vivo é a primeira vez que vejo a categoria principal”, sublinhou.

Habituados às provas de desporto automóvel, as lancheiras, cadeiras e guarda-chuvas não faltaram, e o grupo garantiu ainda que irá voltar “enquanto houver Mundial em Montalegre”.

“Amanhã [domingo] estamos cá outra vez e voltaremos sempre. Tem sido fantástico sentir a sensação dos pilotos e gostava de poder conduzir um destes carros”, confessou ainda Tiago Correia.

No domingo, o Q3 arranca de manhã, a partir das 11:00, enquanto o Q4 da ‘World RX’, as meias-finais do Euro RX3 e a final de Kartcross arrancam a partir das 14:30.

Já a partir das 17:00 decorrem as meias-finais e final da principal categoria e a final da Euro RX3.

Após a ronda portuguesa, a competição termina em Nürburgring, na Alemanha, com as duas últimas etapas (27 e 28 de novembro).

Até à ronda portuguesa, o campeonato é liderado pelo sueco Timmy Hansen (Peugeot 208), campeão em 2019, com 151 pontos, apesar da aproximação nas últimas duas rondas do tricampeão Johan Kristoffersson (Audi S1), que soma 139. Em terceiro lugar está o também sueco Kevin Hansen (Peugeot 208), com 136 pontos.

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