As seleções nacionais de voleibol trocaram, entre si, de treinadores, passando João José a orientar a masculina e Hugo Silva a feminina, “numa decisão estratégica” da federação portuguesa, anunciou hoje o organismo.

Hugo Silva, que continuará com o adjunto Filipe Vitó, refere que lhe foi pedido transpor para a seleção feminina o trabalho realizado durante quase dez anos na masculina para que possa atingir “o nível internacional que ainda não conquistou”.

“A par disto, acho que era altura de uma mudança, pois 10 anos provocam um certo desgaste que em nada ajuda no máximo rendimento de um grupo que quer continuar no topo. Por tudo isto, creio que foi a melhor decisão que se tomou”, disse aos canais de comunicação da federação.

Hugo Silva, que começou a carreira de treinador no escalão de seniores femininos, considera que o desafio agora colocado veio na melhor altura, porque sente que já “não seria capaz de continuar a desafiar o grupo a atingir objetivos ainda mais ambiciosos”.

“Desafiante para mim, após tanto tempo no masculino, seria lutar por um título europeu e todos nós sabemos que isso não é possível concretizar. Desta forma, no horizonte estaria novamente lutar pelos mesmos objetivos dos últimos anos, o que é pouco desafiante neste momento”, refere o treinador.

Hugo Silva reconhece que vai “para um nível competitivo bem mais baixo”, mas considera que “o desafio reside aí mesmo”, na motivação em “tentar deixar algo de positivo”, tal como foi feito no masculino.

No caso de João José será o regresso a uma seleção onde deixou uma enorme marca como capitão, tal como o seu adjunto, Manuel Silva, e isso poderá ser uma mais-valia para o trabalho a realizar.

“Não sei se é uma mais-valia, mas certamente vamos utilizar, umas vezes de forma consciente outras nem por isso, o conhecimento internacional que adquirimos ao serviço da seleção para que, juntamente com o conhecimento já adquirido como treinadores, possamos ajudar a seleção nacional masculina a atingir os objetivos que tanto ambicionam”, disse.

João José refere que a fasquia da seleção masculina, presente nas duas últimas fases finais do Europeu, está elevada, pelo que os objetivos passam por manter essas participações e na Golden League.

“Mas temos de ter expectativas realistas pois há um caminho que antes temos de percorrer”, referiu João José, que aposta na construção “de um grupo de trabalho no sentido de obter uma melhoria progressiva ao longo do tempo” e estar pronto para uma maratona.

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