Com uma representação de 12 atletas que competiram em seis modalidades, Portugal igualou em termos numéricos a participação nos Jogos Samsun2009, nos quais conquistou quatro medalhas, mas, com uma comitiva mais pequena, conseguiu mais diplomas e presenças em finais.

No ciclismo, o estreante André Soares deixa o Brasil com duas medalhas: uma de ouro na corrida por pontos, e uma de bronze na prova de contrarrelógio.

O ciclista de Estremoz, de 23 anos, garantiu, em declarações ao Comité Paralímpico de Portugal (CPP), estar “muito satisfeito” com a estreia em Jogos Surdolímpicos, admitindo: “Nunca esperei este resultado."

No judo, Joana Santos fez valer o estatuto de campeã mundial da categoria de -57 kg, e alcançou a medalha de ouro, que juntou a outras três já conquistadas em Jogos Surdolímpicos, mas nos torneios de –63 kg.

Hugo Passos, de 42 anos, despediu-se da alta competição com a conquista de uma medalha de bronze, na categoria -67 kg da luta greco-romana, somando a sua sétima subida ao pódio em Jogos Surdolímpicos.

O lutador luso, que se estreou em Jogos Surdolímpicos em 2001, e três anos depois representou Portugal nos Jogos Olímpicos Atenas2004, assumiu no final da competição que “a medalha era um objetivo” e “um orgulho” do qual precisava “na hora da despedida”.

Portugal, que se estreou nas competições surdolímpicas de tiro, com Vyacheslav Suchchyk, somou resultados de relevo no atletismo e, sobretudo, na natação, modalidade na qual conseguiu marcar presença em várias finais, e alguns recordes nacionais.

As quatro medalhas conquistadas em Caxias do Sul, que acolheu os Jogos seis meses depois do previsto, devido à pandemia de covid-19, aumentam de 13 para 17 o pecúlio conseguido desde 1993, o ano da estreia lusa na competição.

Em Caxias do Sul foram disputadas 20 das 21 modalidades do calendário dos Jogos Surdolímpicos, uma vez que a competição de bowling decorrerá em outubro, em Kuala Lumpur, na Malásia.

Os Jogos Surdolímpicos, o segundo maior evento desportivo mais antigo do Mundo, tiveram a sua primeira edição em 1924, em Paris, tendo então sido disputados por 145 atletas oriundos de nove países europeus.

A competição, que foi o primeiro evento desportivo para pessoas portadoras de necessidades especiais, realizou-se com uma periodicidade de quatro em quatro anos, tendo sido interrompida entre 1940 e 1949 devido à II Guerra Mundial.

Os Jogos, que em 1949 viram ser criada uma versão de inverno, atingiram em meados do século XX uma dimensão mundial.

Entre 1924 e 1965, o evento foi conhecido como Jogos Internacionais para Surdos ou Jogos Internacionais Silenciosos, passando depois a ser denominados como Jogos Mundiais para Surdos. Desde 2000 foi adotada a atual designação.

O evento é organizado pelo Comité Internacional de Desporto para Surdos (ICSD), criado em 1924 e que em 1955 foi admitido pelo Comité Olímpico Internacional (COI) como federação internacional.

Para participar nos Jogos, os atletas devem ter perdido 55 decibéis no seu “ouvido melhor”, não sendo permitido o uso de quaisquer aparelhos ou implantes auditivos.

Nas modalidades em que os árbitros recorrem normalmente ao uso de apitos estes são substituídos por uma bandeira vermelha, enquanto na natação e atletismo é utilizado um flash vermelho em vez da habitual pistola para o tiro de partida.

Apesar de ainda não ter sido anunciado, a cidade de Tóquio, que em 2021 acolheu os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, é apontada como o palco dos Jogos Surdolímpicos2025.

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