A SAD do Estrela da Amadora afirmou hoje que o Estádio José Gomes “foi, é e será sempre” a casa do clube da II Liga de futebol, que recorreu a Leiria, pois não conseguiu efetuar o licenciamento atempado.

Os amadorenses indicaram o Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria, a 116 quilómetros de distância, à Liga Portuguesa de Futebol Profissional, como recinto para acolher os jogos caseiros no segundo escalão do futebol português, surgindo o Estádio Nacional, em Oeiras, como alternativa, devido ao processo que envolve o José Gomes.

“O Estádio José Gomes foi, é e será sempre a casa do Estrela da Amadora e de todos os adeptos e simpatizantes. Contudo, existindo a necessidade de uma prévia aprovação, junto da Liga Portugal, de um estádio devidamente licenciado, até ao dia de hoje, para a realização de jogos, vimo-nos forçados a recorrer a outras alternativas”, explicaram.

A administração de Paulo Lopo prosseguiu, em comunicado: “Por razões estranhas à nossa vontade, ao interesse do Estrela da Amadora, de todos os adeptos e da própria cidade da Amadora, não nos foi possível, até à data de hoje, efetuar o licenciamento atempado do Estádio José Gomes”, cujo contrato de arrendamento termina este mês.

“Em tempo útil, as administrações da Estrela SAD e do Estrela Clube fizeram chegar ao processo um requerimento urgente, solicitando à juíza do processo de insolvência que permitisse a permanência e continuidade do arrendamento até à conclusão da venda, que poderá ser efetuada, ou não, no dia 30 de junho. Tal não foi possível pela ausência de protocolo com a massa insolvente e alvará camarário”, explicaram os amadorenses.

De acordo com a nota, na sequência deste requerimento, “a senhora doutora juíza deu conhecimento do mesmo a todos os credores, estipulando um prazo de 10 dias para se pronunciarem sobre o pedido” realizado pelas administrações do Estrela da Amadora.

“Até à presente data, só um requerimento subscrito pelos advogados João Nogueira da Rocha (Sindicato dos Jogadores), e Bruno Silva Alves, representante legal de alguns ex-jogadores, se pronunciou contra, sem que justificasse o porquê, quando até sabemos que alguns desses representados não tiveram sequer conhecimento do requerimento e muito menos deram o aval na posição de recusa tomada junto do processo”, acusam.

Por outro lado, alegando que “o interesse dos credores é receber”, a administração da SAD ‘estrelista’ realçou que, “por maioria de razão”, todos os outros credores que se pronunciaram “votaram a favor”: “Sabem que, com a nossa hipotética saída do Estádio José Gomes, este ficaria ao abandono, tal como o encontrámos quando cá chegámos”.

O novo abandono do recinto “diminuiria consideravelmente o seu valor”, expressaram ainda, lembrando também que, “se neste momento existe dinheiro na conta da massa insolvente para ratear pelos credores”, deve-se às rendas pagas pela SAD e pelo Bingo.

“Apesar de todas as dificuldades que nos foram sendo criadas ao longo deste processo, não damos o nosso tempo por perdido, com exigência de transparência e honestidade na luta pelo que é a nossa casa por histórico direito, o estádio José Gomes”, concluem.

O contrato de arrendamento do Estádio José Gomes termina no final do mês de junho, seguindo para novo leilão, com a totalidade do valor assente nos 5,1 milhões de euros (ME), sendo que o estádio e os bens móveis contemplam o valor de 2,1 ME, enquanto o campo de treinos adjacente e o edifício do Bingo perfazem os restantes três ME.

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