O presidente do Benfica, Rui Costa, garantiu na quarta-feira estar “de consciência tranquila” em relação aos processos e escutas nas quais o clube tem sido visado, apelando para uma resolução célere da operação Cartão Vermelho.

“Estive, estou e estarei sempre de consciência tranquila em relação a este processo. Nunca ninguém viu o meu nome ligado a nada que tenha a ver com justiça. Tudo o que fiz pelo Benfica fiz pelo amor que tenho por este clube”, afirmou, em entrevista à BTV.

O dirigente e ex-futebolista das ‘águias’ considerou “extremamente exagerado toda a feira mediática à volta deste processo”, pedindo para que este processo “seja o mais célere possível e que sejam apuradas todas as consequências e resultados da operação para começar a olhar para a frente e não andar todos os dias a olhar para o passado”.

“Que sentido faria abdicar de dinheiro que era legal para depois andar metido em esquemas? Vim para aqui com oito anos de idade, não vim só há três meses. É talvez a pior ofensa que me possam fazer em relação a todo o amor que emprego diariamente para que este clube seja melhor. Os que se recordam do meu passado sabem que eu não era capaz de lesar o Benfica”, sublinhou o sucessor de Luís Filipe Vieira no cargo.

Rui Costa reforçou a sua disponibilidade, “enquanto cidadão e presidente do Benfica”, em colaborar com o Ministério Público (MP) e a Polícia Judiciária (PJ) e considerou que a imprensa “não tem sido” correta com o clube, questionando por que razão os outros clubes e os seus problemas não são alvo do mesmo escrutínio que os dos ‘encarnados’.

“Temos assistido a toda esta feira à volta do Benfica. Sabemos da nossa grandeza e da importância para as audiências e tudo o resto, mas está a ultrapassar todos os níveis. O Benfica está a sofrer um ataque cerrado e não consigo compreender o motivo”, frisou.

Questionado sobre a auditoria forense às contas do clube que prometeu apresentar os resultados no final de dezembro, Rui Costa explicou que foi entregue à empresa Ernst & Young, que apresentou resultados em 22 de dezembro sobre os três contratos que, inicialmente, estavam a ser investigados pelo MP, estendendo agora aos atuais 55.

“Apesar destes três primeiros contratos nos mostrarem que o Benfica não foi prejudicado, decidimos estender esta auditoria aos restantes contratos que o MP e a PJ têm hoje em posse deles. Portanto, estamos a fazer auditoria aos 55 contratos. Se houvesse alguma intenção de esconder o que quer que seja, teria ficado por aqueles três contratos e limpar as minhas mãos. Quisemos levar o processo até ao fim”, disse.

Sobre o empresário norte-americano John Textor, Rui Costa referiu que estão a analisar “se é oportuno”, não se querendo precipitar na decisão, lembrando que não está a comprar ações ao Benfica e com a garantia de poder “aportar valor financeiro e desportivo”, assegurando que o clube nunca perderá a maioria do capital da SAD.

No plano desportivo, nomeadamente as modalidades, Rui Costa prometeu investir “mais e melhor”, de forma a poder melhorá-las, face a uma temporada com resultados aquém das expectativas, revelando entrada gratuita nos pavilhões para os sócios e anunciando um projeto chamado ‘Cidade Benfica’, que possa albergar todo o clube.

“Um espaço com dimensão para que tudo o que seja Benfica possa estar no mesmo local. Passará a ser a Cidade Benfica. Estamos a tentar finalizar neste momento, é um projeto único no mundo e não haverá benfiquista que não sentirá orgulho”, contou.

Também a renovação interior e exterior do Estádio da Luz mereceu a atenção de Rui Costa, com o presidente a assegurar também que, no início da próxima temporada, já irão existir ecrãs, ‘leds’ e luzes novos, e, até final de 2022, mudança de som e cadeiras.

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