Forçado a apostar numa linha de continuidade, devido às sanções da FIFA, que impedem o clube de inscrever novos futebolistas até final do ano, o Rio Ave encara a ‘sobrevivência’ na I Liga como principal objetivo para 2023/24.
Devido a este constrangimento em recrutar reforços para esta primeira fase da época, decorrentes do ‘caso Olinga’, os vila-condenses fizeram um esforço para manter quase todos os jogadores do plantel da época passada, registando apenas duas saídas.
Especial Arranque da I Liga 2023/24: análise às equipas, os grandes reforços, as principais saídas
O experiente médio grego Samaris deixou o clube para regressar ao seu país, e o médio espanhol Miguel Baeza não viu, por enquanto, o seu empréstimo junto do Celta de Vigo ser renovado.
Em sentido inverso, sem poder inscrever reforços, o plantel principal do Rio Ave teve de estreitar as ligações à equipa de sub-23, acelerando o processo de evolução de jogadores como Jorge Karseladze, Lomboto ou Ruca, e ainda conseguiu renovar com o experiente avançado Zé Manuel, que na época passada esteve cedido ao Nacional, da II Liga.
No plantel, orientado, pelo terceiro ano consecutivo por Luís Freire, mantiveram-se nomes importantes como o guarda-redes Jhonatan, o defesa Aderllan Santos ou o avançado Boateng.
Também, por enquanto, continuam a treinar nos Arcos os dois maiores ativos do clube, o defesa Costinha e o médio Guga, jogadores que já despertaram o interesse de emblemas de maior dimensão, mas que, até agora, ainda não viram desenvolvimentos nas negociações de uma eventual transferência.
Apesar de necessitar de realizar receitas com vendas de ativos, o clube da foz do Ave vê com agrado que os dois jogadores se mantenham no clube, pelo menos, até à janela de transferência de janeiro de 2024, quando termina a sanção imposta pela FIFA.
Deste modo, a maior novidade no Rio Ave é mesmo a mudança de presidente, com Alexandrina Cruz, que está na estrutura diretiva há quase duas décadas, a render António Silva Campos, que liderou o clube durante 13 anos.
A dirigente, de 45 anos, apresentou aos sócios um orçamento de 11 milhões de euros para esta temporada, e será a primeira mulher eleita a liderar um clube do principal escalão nacional.
A nova presidente prometeu, já para esta época, uma reflexão sobre a criação de uma SAD para o futebol profissional, com entrada de investidores externos.
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