Em entrevista à TVI, Manuel Magalhães e Silva, advogado de Luís Filipe Vieira, explicou qual o objetivo da Oferta Pública de Aquisição (OPA) voluntária e parcial de até 6.455.434 ações emitidas pela SAD do Benfica no ano passado e que acabou por ser rejeitada pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), que considerou a operação ilegal.

“Passava por realizar no Benfica um modelo de gestão semelhante ao do Bayern de Munique. O Benfica teria a maioria do capital, escolhendo dois ou três grandes investidores que servissem quase como uma guarda pretoriana do Benfica para defender a SAD e o capital da SAD. Havia contactos com dois investidores, um deles uma grande seguradora internacional. No entanto, isto não foi bem feito do ponto de vista técnico-jurídico e, muito compreensivelmente, a CMVM chumbou essa operação”, observou.

E prosseguiu com a explicação: “Há um contrato-promessa entre José António dos Santos, que foi comprando ações do Benfica para esse efeito, e o homem [John Textor] que está com negociações quase concluídas para comprar o Crystal Palace e que tem a maior cadeia de ‘streaming’ de eventos desportivos nos Estados Unidos. Queria entrar no capital do Benfica, para trazer toda essa tecnologia e dá-se a possibilidade de ele comprar até 25% desse capital até 31 de outubro deste ano. Ele dá como sinal um milhão de euros. Não há mais nada além disso. Não há venda de ações nem lucro de coisa alguma", disse.

Luís Filipe Vieira foi um dos quatro detidos na semana passada numa investigação que envolve negócios e financiamentos superiores a 100 milhões de euros, com prejuízos para o Estado e algumas sociedades, nomeadamente a SAD do Benfica, segundo os indícios do Ministério Público.

Após primeiro interrogatório judicial, Luís Filipe Vieira ficou indiciado por abuso de confiança, burla qualificada, falsificação de documentos, branqueamento de capitais, fraude fiscal e abuso de informação.

No mesmo processo, foram também detidos o seu filho Tiago Vieira, o agente de futebol e advogado Bruno Macedo e o empresário José António dos Santos, proprietário da empresa Valouro e maior acionista individual da estrutura benfiquista.

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