Jorge Jesus, treinador do Benfica, abordou o que sucedeu no Moreirense-FC Porto, dentro e fora das quatro linhas.

"Não é um caso. São três. Não fica muito bem da minha parte eu jogar com o Tondela e comentar outras situações. Todos nós temos de rever os nossos processos, treinadores, árbitros, jogadores, para que o futebol em Portugal, que é representado não só pela seleção mas pelos jogadores com muita qualidade. São identificados como de top mundial, ainda ontem a meia-final da Champions tinha vários portugueses. Temos de olhar para o nosso produto e pensar que o futebol é muito mais importante que interesses individuais e temos todos de abraçar essa causa. Porque senão andamos sempre com estas situações e gostava de contribuir para que isso não acontecesse", afirmou, esta quinta-feira, em conferência de imprensa de antevisão ao jogo com o Tondela (sexta-feira, 19 horas).

As palavras de Carlos Carvalhal foram também motivo de comentário na conferência de Jorge Jesus, com o treinador do SC Braga a lamentar o ambiente que se criou.

"Em Inglaterra sei que isso acontece. Ele depois do jogo em Braga ofereceu-me uma garrafa de vinho (sorriso). São culturas diferentes, mas não quer dizer que não se possa aproveitar coisas que são boas. Com os anos, vamos olhando para o jogo e coisas de forma diferente. A minha saída fez-me olhar para outras perspetivas que não tinha. Todos temos de melhorar, para que as coisas aconteçam algo acontece antes e passa sempre pelo jogo. Os árbitros têm de ter mais autoridade no jogo, têm de se assumir mais. Vou relembrar alguns episódios. Antes só o treinador é que podia falar no banco e às vezes falava e era logo expulso. Hoje falam todos os jogadores, levantam-se todos, o roupeiro, o médico, se tiver lá o gato vai o gato. Toda a gente acha que tem opinião e deve interferir no jogo. Antigamente só o capitão podia dirigir, hoje são todos. Árbitros têm de se assumir. Quem de direito tem de dizer-lhes que têm autoridade, quem não quiser, vai para a rua. Antes era assim agora não. Porquê? Porque não há publico? Aqui está um momento que tem de mudar. Todos temos de mudar, melhorar o produto. Faz lembrar o futebol sul-americano que acabava tudo à chapada uns nos outros", afirmou.

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