
O FC Porto venceu 53 dos 90 encontros caseiros com o Benfica na I Liga portuguesa de futebol, numa maioria absoluta que reforçou no último jogo, com uma ‘manita’ a reviver 2010/11.
Em 03 de março de 2024, à 11.ª jornada do campeonato de 2023/24, os comandados de Sérgio Conceição ‘arrasaram’ o ‘onze’ do alemão Roger Schmidt, com um 5-0 que começou a ser escrito na primeira parte com um ‘bis’ de Galeno.
O brasileiro, que em janeiro foi vendido aos sauditas do Al-Ahly, faturou aos 20 e 44 minutos, iniciando uma goleada materializada pelos compatriotas Wendell, aos 55, e Pepê, aos 75, e encerrada pelo suplente Danny Namaso, aos 90.
Pelo meio, aos 61 minutos, numa altura em que os portistas já venciam por 3-0, o Benfica ficou reduzido a 10 unidades, por expulsão do ‘capitão’ e ex-portista Otamendi.
Com este resultado, o FC Porto passou a ter supremacia nos últimos 10 anos (desde 2014/15), ainda que tangencialmente, com quatro vitórias, contra três dos ‘encarnados’, mais três empates, tudo com mais cinco golos marcados (15-10).
Neste período, os anfitriões também ganharam em 2015/16 (1-0), 2019/20 (3-2) e 2021/22 (3-1), empataram em 2016/17 (1-1), 2017/18 (0-0) e 2020/21 (1-1) e perderam em 2014/15 (0-2), 2018/19 (1-2) e 2022/23 (0-1).
Rafa foi o jogador que decidiu o encontro da 10.ª jornada de 2022/23, ao marcar o único golo do encontro, aos 72 minutos, depois de uma primeira parte marcada pela expulsão do anfitrião Stephen Eustáquio, logo os 27.
O agora jogador do Besiktas já tinha decidido o duelo de 2018/19, então ao fazer o 2-1, aos 52 minutos, completando uma reviravolta iniciada por João Félix, aos 26, depois do tento do espanhol Adrian López, aos 19. E o Benfica, de Bruno Lage, partiu rumo ao ‘37’.
A outra vitória dos ‘encarnados’ foi selada em 2014/15 pelo brasileiro Lima, que ‘bisou’, com golos aos 35 e 56 minutos, reeditando os feitos de César Brito (1990/91) e Nuno Gomes (2005/06).
O Benfica ainda conseguiu pontuar mais três vezes, a primeira em 2016/17, graças a um golo do central argentino Lisandro López aos 90+3 minutos, que anulou o tento de Diogo Jota, aos 50.
Na época seguinte, registou-se um empate a zero e a terceira igualdade aconteceu em 2020/21, com o Benfica a sair na frente, com um tento de Grimaldo, aos 17 minutos. Taremi empatou, aos 25, e seria expulso, aos 73.
Quanto ao FC Porto, ganhou em 2015/16, por 1-0, graças a um golo ‘tardio’ de André André (86 minutos), e por 3-2 em 2019/20, num resultado que começou a ‘virar’ o campeonato.
O ‘onze’ de Bruno Lage chegou ao Dragão com sete pontos à maior e 16 vitórias consecutivas, mas acabou derrotado, apesar do ‘bis’ de Vinícius (18 e 50 minutos). Sérgio Oliveira (10, de penálti), Alex Telles (38) e Vlachodimos (44, na própria baliza) selaram o triunfo dos ‘azuis e brancos’.
O FC Porto ainda ganhou em 2021/22, com tentos de Fábio Vieira, Pepê e Taremi, perante um Benfica que estreou Nelson Veríssimo e ainda reduziu para 2-1 aos 47 minutos, por Yaremchuk, pouco antes de André Almeida ser expulso.
O equilíbrio pauta a última década e, desde que o Dragão sucedeu às Antas, em 2004/05, o Benfica pontuou em metade das ocasiões – quatro vitórias e seis empates, em 20 jogos -, com o FC Porto a somar 10 triunfos, incluído o ‘famoso’ 2-1 de Kelvin, em 2012/13.
O histórico global continua, porém, muito favorável aos portistas, que ganharam 58,9% dos jogos, somam mais 73 golos (176-103) e só perderam 15 vezes.
A história dos ‘clássicos’ em terreno portista para a I Liga arrancou em 1934/35 e os ‘azuis e brancos’ começaram muito bem, mantendo-se invictos nos primeiros oito (cinco vitórias e três empates), para cederem a primeira derrota em 1942/43 (2-4).
Até ao início da década de 50, o Benfica ainda venceu mais três vezes, mas o FC Porto mostrou-se insuperável de 1950/51 a 61/62 (10 vitórias e dois empates), num período em que se destacam três triunfos consecutivos por 3-0 (54/55 a 56/57).
Em 1962/63, um golo do ‘inevitável’ Eusébio valeu uma vitória por 2-1 e o fim do jejum de triunfos do Benfica, que só voltaria a ganhar em 1969/70: a essa derrota, o conjunto da casa respondeu com a terceira maior goleada de sempre (4-0 em 70/71, com quatro tentos de Lemos).
A década de 70 acabou, no entanto, por ser o melhor período dos ‘encarnados’, que em 1971/72 ganharam por 3-1 e conseguiram, depois - pela primeira e única vez em solo portista -, três triunfos consecutivos, entre 74/75 e 76/77.
Desde então, e até a estreia do Dragão, o FC Porto foi claramente superior, com 20 vitórias, seis empates e apenas uma derrota, com destaque para os 10 triunfos consecutivos entre 1994/95 e 2003/04.
O 91.º encontro entre o FC Porto e o Benfica para a I Liga portuguesa de futebol em casa dos ‘azuis e brancos’, a contar para a 28.ª jornada da edição 2024/25, está marcado para domingo, pelas 20:30, no Estádio do Dragão, no Porto, com arbitragem de João Pinheiro (AF Braga).
Comentários