O presidente da SAD do Vizela, Diogo Godinho, afirmou que deseja uma época 2022/23 “mais tranquila”, com o treinador Álvaro Pacheco ao ‘leme’ da equipa minhota, que compete na I Liga portuguesa de futebol.

Alerta para as “dificuldades” que o emblema vizelense iria encontrar no regresso ao escalão máximo, 37 anos depois da primeira e, até esta época, única presença entre a elite, o responsável reconheceu que alcançar a manutenção na receção ao Marítimo, para a 33.ª jornada (1-1), foi “um alívio total”, após semanas “stressantes”, algo que deseja ver mitigado na próxima temporada.

“Vamos fazer uma análise, ver o que correu bem e, acima de tudo, o que correu mal para podermos ter uma época mais tranquila. Pela forma como jogámos ao longo da época, é de estranhar a nossa posição [14.ª], estarmos a lutar quase até à última para sobreviver. Queremos uma época mais tranquila”, vincou, em declarações aos jornalistas.

O presidente do conselho de administração da SAD disse ainda contar com Álvaro Pacheco, treinador com contrato até junho de 2023, com o qual os vizelenses se sentem “muito felizes”, face à identificação que tem “com o clube, com a cidade e com o projeto [do Vizela]”.

Certo de que é “difícil” manter Schettine, avançado cedido pelo Sporting de Braga que foi o melhor marcador da equipa no campeonato, com oito golos, Diogo Godinho disse que o brasileiro encontrou, em Vizela, “a felicidade de jogar futebol” e adiantou que o plantel vai ter “ajustamentos” para a 2022/23, a propósito do alegado interesse de outros clubes no lateral Koffi Kouao e no avançado Cassiano.

“Já no ano passado tivemos propostas, não só por esses dois jogadores, mas também por outros. Decidimos ficar com eles, mas os jogadores não são eternos nos clubes. Vamos ter de ver se vai haver alguma proposta ou não e depois analisar se faz sentido aceitar. A maioria tem cláusula e, quando aparece alguém a bater a cláusula, temos de deixar. Até ao momento não apareceu nenhuma proposta”, esclareceu.

O diretor desportivo, Pedro Albergaria, considerou um “feito assinalável” o Vizela manter-se pela primeira vez na I Liga, tendo enaltecido a “estabilidade” vivida nos últimos três anos, de trajeto ascendente a partir do Campeonato de Portugal, e a “base que dá garantias para a próxima época”, enquanto o treinador concordou que os minhotos precisam de menos “sobressaltos” em 2022/23.

“No próximo ano, queremos consolidar e melhorar. Isto também tem a ver com a ambição deste clube. Ano após ano, queremos fazer uma reflexão do que foi a época finda e saber de que forma poderemos crescer, olhando para as equipas de cima e aproximando-nos do topo.

Álvaro Pacheco, ‘timoneiro’ dos vizelenses, recusa trocar “essência” dos processos de jogo exibidos ao longo de 2021/22 por “sistemas mais calculistas” em 2022/23 e defendeu que o plantel vai estar ainda mais “sólido”, até porque deseja manter a “base de jogadores” que orientou.

“A maior parte dos nossos jogadores tem contrato, à exceção de quatro ou cinco. A grande base são os jogadores que estão a fazer esta caminhada connosco. Vamos ser cirúrgicos, o que é normal, e trazer alguns jogadores que possam ser mais-valias”, perspetivou.

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