A polémica com os prémios 'The Best' da FIFA era mais ou menos esperada, uma vez que nunca há consensos mas, este ano, o organismo que rege o futebol mundial tratou de meter muita 'lenha na fogueira' nas escolhas para os melhores do futebol feminino.

Comecemos pela melhor jogadora. A espanhola Alexia Putellas arrecadou o prémio e terá sido a única eleição consensual da noite de 17 de janeiro, em Zurique. A futebolista do Barcelona, a primeira jogadora de Espanha a vencer o troféu, já tinha ganho no final do ano de 2021 a Bola de Ouro da France Football para Melhor da época 2020/21, num prémio também sem qualquer contestação, após uma época fantástica, onde ajudou os cules a vencerem a sua primeira Champions da história.

The Best: Putellas partilha prémio de Melhor Jogadora com as colegas de equipa
The Best: Putellas partilha prémio de Melhor Jogadora com as colegas de equipa
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Nos 'The Best', Alexia Putellas nem entrou no Melhor Onze do Ano do futebol feminino, o que já de si é bizarro. Mais bizarro ainda é o facto de nenhuma das três finalistas ao prémio (também eram as mesmas finalistas ao Bola de Ouro da France Football) constarem nessa 'melhor equipa do ano': Jenni Hermoso, colega de Alexia Putellas no Barcelona, e a australiana Sam Kerr, do Chelsea.

Mas há mais polémica na escolha do Onze do Ano. A norte-americana Alex Morgan e a brasileira Marta estão na Equipa do Ano, depois de pouco terem feito em 2021 nos seus clubes. Também Banini e Bonansea integram este Onze do Ano mas na votação para Melhor Médio nem sequer aparecem nas 30 primeiras classificadas.

Na Catalunha também levantam outra questão: como é possível não haver nenhuma jogador do Barcelona, campeão europeu e vencedor de todos os troféus em Espanha, no Onze do Ano?

Passemos agora para o prémio de Melhor Treinador no futebol feminino. A FIFA entregou-o a britânica Emma Hayes que ganhou tudo o que havia para ganhar com o Chelsea a nível interno (Supertaça Inglesa, a Liga Inglesa, a Taça da Liga e a Taça de Inglaterra) mas perdeu a final da Liga dos Campeões. E para quem? Para o Barcelona de Luís Cortés.

O mesmo Barcelona que deu 4-0 ao Chelsea na final da Liga dos Campeões, numa época em que venceu tudo o que havia para vencer: Champions, Liga espanhola e Taça do Rei. Se Emma Hayes e Luís Cortés venceram tudo nos respetivos países o mas o espanhol levou a melhor sobre a britânica, de forma convincente, na Liga dos Campeões, porque não ficou com o prémio? Na Catalunha falam em 'vergonha'.

De recordar que a escolha para o Melhor Onze do Ano feminino resulta de uma votação das próprias jogadores através do sindicato FIFPro.

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