Mesmo quando se pensava que não haveria público para puxar por Portugal, a verdade é que se ouviu bem alto o nome da seleção das quinas nas bancadas do Donbass Arena, em Donetsk. Centenas de ucranianos mas também muitos russos “invadiram” o estádio para assistir a este encontro e para apoiar a seleção lusa.

À saída do estádio, depois de Portugal ter sido eliminado pela Espanha nas grandes penalidades, sempre que se abordava um adepto que exibia as cores verde e vermelha,  falava russo ou ucraniano, mas não português. “Portugalia better”, diziam com sotaque de leste tentando resumir que Portugal jogou melhor mas não teve sorte.

Mas não foi só Portugal que vieram apoiar. Nas ruas de Donetsk, à saída do estádio, ouvia-se “Espanhia, Espanhia”, que contrastava com o “Portugalia”, mais sumido, porque a festa afinal, é espanhola.
Portugal regressa a casa e perde a oportunidade de carimbar o bilhete para Kiev enquanto a Espanha vai disputar a terceira final consecutiva e pela frente poderá estar uma repetição da final de 2008, com a Alemanha.

Dentro do Estádio o público vibrou com as jogadas de perigo e por diversas vezes se ouviram os apupos ao jogo parado da Espanha que estava apenas à espera do erro da defesa portuguesa para marcar. Não conseguiram mas a estrelinha voltou a brilhar aos espanhóis na sorte do desempate por penáltis.

No que respeita ao jogo, Portugal esteve bem, apesar de notar a falta de um avançado com capacidade de romper no ataque. Nélson Oliveira não entrou bem no encontro e Hugo Almeida, talvez pela ânsia de marcar esgotou-se.

Mesmo com os tiros a sair ao lado não faltou garra a esta equipa de Paulo Bento.

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