Os adeptos do Palmeiras que assistiram à final da Taça Libertadores de futebol nas ruas de São Paulo, no Brasil, no sábado, foram a loucura com golo nos últimos minutos que deu o título à equipa do português Abel Ferreira.

Apreensivos enquanto assistiam a um jogo muito tenso frente ao Santos, que procurava o quarto título de campeão sul-americano, os palmeirenses se aglomeraram desde o início da tarde nas imediações do estádio do Palmeiras, em São Paulo, já que não puderam comparecer ao Maracanã, no Rio de Janeiro, onde o jogo foi disputado perante um número limitado de espetadores, devido à pandemia de covid-19.

A quinta final de Palmeiras e Santos foi vista nas ruas, através de pequenos televisores, tendo o golo do suplente Breno Lopes, já nos descontos, decidido o encontro, e dado o segundo triunfo para o ‘verdão’, depois da vitória em 1999, então sob o comando de Luiz Felipe Scolari.

O golo tardio também tardou a ser assimilado pelos adeptos ‘verde e brancos’, mas, por ter sido tão perto do fim, teve efeito imediato, tornando a rua num local de festa, com gritos de gritos de alívio e amor pelo futebol.

"É um sentimento que não dá para explicar, são 20 anos à espera deste título tão importante. Sabemos do momento do mundo [da pandemia], mas com o máximo de responsabilidade estou aqui. Não tem com controlar, e uma paixão que vem de criança", contou Guilherme Silva Santos, em declarações à agência Lusa.

Sobre Abel Ferreira, o português que chegou ao Brasil para treinar o Palmeiras em outubro de 2020 e sucedeu ao compatriota Jorge Jesus no historial da principal prova de clubes sul-americana, o adepto destacou que o técnico soube colocar a equipa a jogar.

"Para primeiro título dele ser campeão da Libertadores, um título que [o Palmeiras] não ganhava há 20 anos, isto vai acrescentar muito na carreira dele. Que ele fique aqui mais 10, 15 anos", frisou Guilherme Silva Santos.

Eric da Silva Menezes, outro adepto do Palmeiras muito emocionado, recordou a primeira conquista da Taça Libertadores, em 1999.

"Depois de 20 anos estou aqui de novo. Em 1999 estava aqui no antigo Palestra Itália, hoje sou pai e avô de dois netos. Viver este momento e histórico para mim", contou.

Para este ‘veterano’, os treinadores estrangeiros têm melhorado o futebol ‘canarinho’.

"O futebol brasileiro tinha muitos medalhões [jogadores e técnicos famosos] e os de fora vieram com coisas diferentes, técnicas diferentes, no começo foi difícil absorver. Ele [Abel Ferreira] chegou, alinhou, conversou e fez o grupo uma família e esta colhendo os resultados", elogiou o adepto.

Já Milena da Silva, uma sexagenária adepta do Palmeiras, contou que viu a partida em casa, mas foi aproveitar parte da festa da torcida nas ruas do bairro onde escolheu morar por causa do clube.

"Eu tenho 63 anos, estou sem voz de tanto gritar. Moro aqui na região e agora desci para dar uma olhada na festa que estamos fazendo aqui na rua. E uma emoção indescritível que estávamos sentindo afora", frisou a adepta.

Inevitavelmente, Milena da Silva ‘agradeceu’ o título a Abel Ferreira.

"O técnico é uma bênção, e um cara absolutamente disciplinado, estudioso, sabe o que faz e soube conduzir a equipa até aqui. Acho que temos uma boa estrutura, muita coisa boa, mas acho que o treinador foi o maior responsável por isto. Ele soube conduzir a equipa para chegar onde chegou", concluiu.

Na sua quinta final, o Palmeiras conquistou a Taça dos Libertadores pela segunda vez na sua história, depois da conquista em 1999, então sob o comando de Luiz Felipe Scolari, antigo selecionador de Portugal, ao vencer o Santos, por 1-0, com um golo do suplente Breno Lopes, aos 90+9 minutos.

Com esta conquista, o Palmeiras assegurou a vaga sul-americana no Mundial de Clubes, que vai ser disputado no Qatar, entre 04 e 11 de fevereiro.

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