O Paraguai entrou na segunda-feira a vencer na 47.ª edição da Copa América em futebol, mas falhou muito até dar a volta uma ‘heroica’ Bolívia, que bateu por 3-1, na primeira jornada do Grupo A, em Goiânia.

A formação do argentino Eduardo Berizzo dominou o encontro de princípio ao fim, mas sofreu um penálti logo a abrir e só conseguiu os seus três golos na derradeira meia hora.

Erwin Saavedra adiantou os bolivianos, aos 10 minutos, de grande penalidade, com Kaku a restabelecer a igualdade, aos 62, e Ángel Romero a completar a reviravolta, com um ‘bis’, concretizado aos 65 e 80.

Os bolivianos fizeram o possível, num embate que enfrentaram com muitas baixas, face a vários casos positivos ao novo coronavírus, e no qual ficaram com 10 unidades nos descontos da primeira parte, por expulsão de Jaume Cuellar.

Assumindo-se como superior, o Paraguai entrou a dominar e criou perigo duas vezes nos dois minutos iniciais, por Arzamendia e Ángel Romero, mas, aos quatro, o mesmo Arzamendia desviou com a mão um remate de Diego Bajeramo e, muito tempo depois e consultadas as imagens do VAR, o árbitro assinalou penálti.

No primeiro ataque, a Bolívia conseguiu, assim, adiantar-se no marcador, aos 10 minutos, por intermédio de Edwin Saavedra, que colocou a bola fora do alcance de Antony Silva.

Em desvantagem, o Paraguai instalou-se em definitivo no meio-campo contrário e acumulou oportunidades perdidas, com destaque para uma de Kaku, aos 43 minutos, com a baliza aberta, depois de cruzamento da esquerda de Arzamendia.

Nos 11 minutos de descontos – concedidos face, sobretudo, a muitos minutos ‘perdidos’ com o VAR -, as coisas complicaram-se ainda mais para a Bolívia, com o segundo amarelo mostrado a Jaume Cuellar, já aos 45+9.

Contra 10, o Paraguai intensificou ainda mais a sua pressão e que há muito parecia inevitável aconteceu aos 62 minutos, num tiro’ de Kaku, de fora da área, sem deixar cair a bola no relvado, que Ruben Cordano não teve hipótese de parar.

Três minutos volvidos, os paraguaios passaram para a frente do marcador, com Ángel Romero, quase sobre a linha, a encostar, na recarga a uma defesa incompleta de Cordano, em resposta a um cabeceamento do suplente Carlos González.

Os bolivianos ainda tiveram uma ocasião para empatar, aos 78 minutos, num ‘tiro’ de Roberto Fernández, aposta na segunda parte de César Farias, com o jogo a ‘acabar’ pouco depois, aos 80, quando Romero ‘bisou’, assistido pelo perdulário Gabriel Ávalos.

Antes, no Rio de Janeiro, no outro encontro da primeira jornada do Grupo A, a Argentina muito pouco eficaz e com novo erro defensivo comprometedor ficou-se por um empate 1-1 com o Chile.

No ‘Engenhão’, a formação ‘albi-celeste’ esteve em vantagem, graças a um livre direto de Lionel Messi, aos 33 minutos, mas, aos 57, os chilenos chegaram à igualdade, por Eduardo Vargas, na recarga a um penálti falhado por Arturo Vidal.

Messi marcou o seu golo 73 pela Argentina, em 145 jogos, e 10.º na Copa América, em 28, enquanto Vargas marcou de cabeça o seu 13.º golo na história da prova, saltando para o sexto lugar do ‘ranking’ dos marcadores, liderado pelo argentino Norberto Méndez e o brasileiro Zizinho, ambos com 17.

As duas formações repetiram, assim, o resultado de há pouco mais de uma semana, na Argentina, para as eliminatórias do Mundial de 2022, mas num jogo em que a formação das ‘pampas’ teve muito mais e melhores ocasiões para ganhar.

Na formação ‘albi-celeste’, o central benfiquista Otamendi jogou os 90 minutos, enquanto o guarda-redes portista Marchesín não saiu do banco dos suplentes.

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