O anfitrião, detentor do troféu e favorito Brasil, de Neymar, defronta no sábado a rival de sempre Argentina, de Lionel Messi, na final sonhada da edição 2021 da Copa América em futebol, num Maracanã ‘desgraçadamente’ esvaziado pela covid-19.

A formação da Tite defende o título conquistado em 2019, também na ‘catedral’ do Rio de Janeiro, então face ao Peru (3-1), e depois de superar o conjunto ‘albi-celeste’ por 2-0 nas meias-finais, com tentos de Gabriel Jesus e Roberto Firmino.

Em relação ao embate de há dois anos, o Brasil está, ainda por cima, reforçado com Neymar, que falhou a anterior Copa América devido a lesão e nunca ganhou a competição, embora tenha, de ‘verde a amarelo’, uma Taças das Confederações e um ouro olímpico.

Do lado ‘canarinho’, está também a história, já que nas duas anteriores finais entre ambos, ‘deu’ sempre Brasil, que ganhou por 4-2 nos penáltis, após 2-2 nos 90 minutos, em 2004, no Peru, e por 3-0 em 2007, na Venezuela.

A seleção brasileira soma apenas nove títulos, contra 14 da Argentina, que pode igualar os 15 do Uruguai, mas tem mais de 50% de triunfos (cinco) nas últimas nove edições, desde 1997, porque desde aí venceu todas as finais em que participou.

Os anfitriões chegam ainda ‘escudados’ por 15 vitórias e três empates nos derradeiros 18 jogos oficiais: o derradeiro desaire a ‘sério’ acontecer frente à Bélgica, por 2-1, nos ‘quartos’ do Mundial de 2018, já há mais de três anos.

Depois desse jogo, e nos 34 encontros realizados, o Brasil só perder dois particulares, ambos por 1-0, no final de 2019, o primeiro com o Peru, em Los Angeles, e o segundo frente à Argentina, vencedora em Riade com um tento de Messi.

Se os registos do Brasil impressionam, a formação comandada por Lionel Scaloni também não tem por hábito perder, sendo que o derradeiro desaire foi mesmo o sofrido nas meias-finais da Copa América de 2019, e com muitas queixas da arbitragem.

Após esse desaire, a Argentina - que acabou no terceiro posto há dois anos, depois de bater o Chile por 2-1 no jogo de ‘consolação’ - somou 11 vitórias e oito empates, incluindo oito triunfos e cinco igualdades em jogos oficiais.

Na edição de 2021, o Brasil entrou ‘arrasador’, com um 3-0 à Venezuela e um 4-0 ao Peru, mas, depois, não deu sequência, completando a fase de grupos com um 2-1 à Colômbia, selado aos 100 minutos, e um 1-1 com o Equador, após 10 vitórias seguidas.

A eliminar, os ‘canarinhos’ somaram dois triunfos por 1-0, com Chile e Peru, ambos selados com golos de Lucas Paquetá, e em jogadas com a intervenção de Neymar, sendo que, contra ‘la roja’ atuaram reduzidos a 10 desde os 49 minutos.

Por seu lado, a Argentina arrancou com um empate, face ao Chile (1-1), mas venceu os restantes jogos da fase de grupos, com Uruguai (1-0), Paraguai (1-0) e Bolívia (4-1), arrebatando, como o Brasil, o seu agrupamento.

Nos ‘quartos’, o ‘onze’ de Scaloni ultrapassou o Equador, com um triunfo por 3-0, e, nas ‘meias’, valeu-se da inspiração suprema do guarda-redes Emiliano Martínez, que parou três pontapés no desempate por penáltis com a Colômbia (3-2, após 1-1).

O percurso dos argentinos foi muito pautado por Lionel Messi, que, na transição dos 33 para os 34 anos, completados em 24 de junho, está a fazer a sua melhor fase final de sempre, somando quatro golos e cinco assistências.

Atualmente no desemprego, depois de ter terminado contrato com o FC Barcelona, o ‘10’ da ‘albi-celeste’ vai disputar a quinta grande final pela Argentina, depois de quatro derrotas, uma no Mundial (0-1 com a Alemanha, no Maracanã, em 2014) e três na Copa América, uma com Brasil (2007) e duas com o Chile (2015 e 2016).

Por seu lado, e com dois golos e três assistências, Neymar, de 29 anos, tem sido também a figura principal do ‘escrete’, em busca, como o seu ex-companheiro de equipa no FC Barcelona, do seu primeiro título ‘maior’ pelo Brasil.

O encontro está longe, porém, de se limitar à luta, à distância, entre Messi e Neymar, pois ambos os treinadores contam com muitas outras armas, sendo que o Brasil tem uma baixa confirmada, pois Gabriel Jesus levou dois jogos de castigo e não pode alinhar.

A final da edição 2021 da Copa América está marcada para sábado, no Estádio Maracanã, no Rio de Janeiro, a partir das 21:00 locais (01:00 de domingo, em Lisboa).

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