O guarda-redes Emiliano Martínez foi na terça-feira o ‘herói’ da Argentina, ao parar três colombianos no desempate por penáltis (3-2) e colocar a formação de Lionel Messi na sonhada final da Copa América em futebol com o Brasil.

Depois de uma igualdade a um nos 90 minutos, o ‘dono’ da baliza do Aston Villa brilhou na ‘lotaria’, ao defender os remates de Davinson Sánchez, Yerry Mina e Edwin Cardona, contra nenhuma ‘parada’ de Ospina – Rodrigo de Paul atirou por cima.

A Argentina acaba por justificar o apuramento pelo que fez no arranque, ganhando vantagem com um golo de Lautaro Martínez, aos sete minutos, o terceiro na prova, após assistência de Messi, e na parte final, em que poderia ter marcado duas vezes segundo.

Os colombianos foram, ainda assim, globalmente melhores na segunda metade, muito pela ação do portista Luis Díaz, que ‘desbaratou’ a defensiva argentina com a sua velocidade e foi premiado aos 61 minutos com o golo da igualdade.

Do lado argentino, destaque, além de Emiliano, para Messi, que, além da quinta assistência na prova, fez mais dois passes de golo para Nicolás González (quatro e 44 minutos) e atirou ao ‘ferro’ (81), e também para Di María, cuja entrada em jogo, aos 67, foi determinante para devolver o comando à ‘albi-celeste’.

Na final de sábado, no Maracanã, a Argentina tem, assim, mais uma possibilidade para acabar com uma ‘seca’ que dura desde 1993 e igualar os 15 cetros do Uruguai, enquanto Messi tem nova oportunidade para ganhar pela sua seleção, na que será a sua quarta final na prova, às quais acrescenta uma do Mundial.

Em relação aos jogos dos ‘quartos’, Lionel Scaloni procedeu a duas alterações, trocando Acuña e Paredes por Tagliafico e Guido Rodríguez, enquanto Reinaldo Rueda mudou apenas uma ‘peça’, com Cuadrado a entrar, após castigo, e Muriel a sair.

A formação argentina entrou muito bem, com Messi a fazer uma grande jogada na direita, logo aos quatro minutos, e a centrar, de pé direito, para o cabeceamento ao lado de Nicolás González.

O golo não tardou, chegando logo aos sete minutos: Lo Celso encontrou na área Messi, que, de costas para a baliza, trabalhou bem perante Yerry Mina e solicitou Lautaro Martínez, que marcou com classe de pé direito.

Na jogada imediata, aos oito minutos, a Colômbia poderia ter restabelecido a igualdade, num remate de Cuadrado, servido pelo portista Luis Díaz, que Emiliano Martínez defendeu.

Este lance não teve, porém, seguimento, com o encontro a entrar num período de muitas faltas e constantes paragens, do qual só se saiu aos 37 minutos, com duas bolas consecutivas dos colombianos aos ‘ferros’ da baliza argentina.

Barrios rematou de fora da área, com a bola a desviar em Lo Celso e a bater no poste esquerdo, seguindo-se um canto na direita, na sequência do qual Yerry Mina cabeceou à barra.

Na parte final da primeira parte, a última ‘palavra’ foi da Argentina, com Messi a fazer mais um passe ‘mortal’, desta vez na marcação de um canto na esquerda, com Nicolás González a cabecear para uma defesa muito complicada de Ospina.

Para a segunda parte, Rueda lançou Cardona, Farra e Chará, em vez de Borré, Tesillo e Cuellar, enquanto Scaloni mudou de lateral direito (Molina por Montiel).

A Colômbia entrou mais ofensiva e começou a ameaçar, primeiro por Luis Díaz (48 minutos), depois por Zapata, em dose dupla (52) e ainda por Miguel Borja (60), instantes depois de entrar.

Aos 61 minutos, os ‘cafeteros’ conseguiram mesmo restabelecer a igualdade, com Cardona a lançar a velocidade de Luis Díaz, que, sobre a esquerda, ganhou a Pezzella e, já em queda e sem grande ângulo, conseguiu bater o guarda-redes argentino.

Scaloni, que já tinha trocado Lo Celso por Paredes, fez entrar Di María, retirando Nicolás González, e o impacto do ex-jogador do Benfica foi quase imediato, devolvendo o comando do encontro à formação ‘albi-celeste’.

Dos pés de Di María saíram duas enormes oportunidades, com passes para Lautaro Martínez, já sem guarda-redes pela frente, atirar para o corte de Barrios, aos 73 minutos, e para Messi rematar ao poste direito de Ospina, aos 81.

Até ao final, um passe de Messi para Tagliafico e um livre do ‘10’ ainda criaram emoção, mas a decisão foi mesmo para os penáltis, que começaram com as ‘estrelas’ a acertar, primeiro Cuadrado e logo a seguir o ‘capitão’ argentino.

Depois, começou o ‘festival’ Emiliano Martínez, que, sempre a falar, parou os remates dos centrais Davinson Sánchez e Yerry Mina. Pelo meio, Rodrigo de Paul atirou para as ‘nuvens’, mas mais nenhum argentino falhou e nem foi possível marcar o 10.º, porque o guarda-redes dos ‘villans’ deteve o nono, de Cardona.

Jogo no Estádio Nacional de Brasília.

Argentina - Colômbia, 1-1 nos 90 minutos, 3-2 nas grandes penalidades.

Ao intervalo: 1-0.

Marcadores:

1-0, Lautaro Martínez 07 minutos.

1-1, Luis Díaz, 61.

Marcadores no desempate por grandes penalidades:

0-1, Juan Cuadrado.

1-1, Lionel Messi.

1-1, Davinson Sánchez (defesa de Emiliano Martínez).

1-1, Rodrigo De Paul (por cima da barra).

1-1, Yerry Mina (defesa de Emiliano Martínez).

2-1, Leandro Paredes.

2-2, Miguel Borja.

3-2, Lautaro Martínez.

3-2, Edwin Cardona (defesa de Emiliano Martínez).

Equipas:

- Argentina: Emiliano Martínez, Molina (Montiel, 46), Pezzella, Otamendi, Tagliafico, Guido Rodríguez, De Paul, Lo Celso (Paredes, 56), Nicolás González (Di María,67), Messi e Lautaro Martínez.

Selecionador: Lionel Scaloni.

- Colômbia: Ospina, Muñoz, Yerry Mina, Davinson Sánchez, Tesillo (Fabra, 46), Barrios, Cuellar (Chará, 46), Cuadrado, Luis Díaz, Rafael Santos Borré (Cardona, 46) e Zapata (Migul Borja 60).

Selecionador: Reinaldo Rueda.

Árbitro: Jesús Valenzuela (Venezuela).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Lo Celso (21), Cuadrado (45+4), Fabra (55), Miguel Borja (63), Montiel (72), Muñoz (76), Cardona (86), Guido Rodríguez (87), Barrios (88) e Pezzella (90+1).

Assistência: Jogo disputado à porta fechada devido à pandemia da covid-19.

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