Os futebolistas da equipa sénior do Boavista revelaram hoje, em comunicado, que têm «três subsídios em falta», referindo que, apesar disso, «o plantel continua a dignificar a camisola deste grande clube, como sempre o fez».

«Os jogadores do Boavista Futebol Clube, SAD, vêm por este meio comunicar a sócios, adeptos e forças vivas do clube a situação crítica pelo qual atravessam, desde dificuldades em deslocarem-se para o treino, ao pagamento das respetivas rendas de casa», referem.

O comunicado salienta haver, «inclusive, jogadores com ameaça de despejo» e outros até com dificuldades para «colocar alimento na mesa para as respetivas famílias».

«Por estes motivos e mais alguns, um terço do plantel viu-se obrigado a sair», frisam ainda os jogadores.

O vice-presidente boavisteiro para as relações Públicas, Diogo Braga, reconheceu, em declarações à agência Lusa, a existência de «algumas dificuldades».

«Mas não somos só nós e estamos a fazer os possíveis para resolver alguns problemas», referiu.

O dirigente admitiu que existem atrasos nos pagamentos dos subsídios acordados com os futebolistas e disse acreditar que esta semana vai haver novidades positivas a esse respeito.

Diogo Braga frisou que «não são só os atletas» que não recebem, «são também os funcionários», tudo porque o Boavista não está a ser capaz de gerar receitas suficientes para honrar os seus compromissos.

«Têm sido inúmeros os apelos para que a massa adepta do Boavista nos ajude», recordou.

O responsável afirmou ainda que o castigo recente imposto ao clube, condenado a disputar dois fora de casa «não ajudou nada», porque diminui muito as receitas.

Na última jornada, o Boavista recebeu o Amarante na Maia (1-1) e «a receita nem chegou aos dois mil euros, menos de metade do que no Bessa».

Em novembro último, o plantel axadrezado já se tinha manifestado pelos mesmos motivos e nessa altura decidiu mesmo «suspender a sua atividade» - o que, para já, não aconteceu.

O vice-presidente confirmou também que já saíram entretanto diversos jogadores do Boavista, tendo «um dos primeiros» sido Mário Loja, «logo no início da temporada».

Entre os que saíram, segundo Diogo Braga, figuram ainda dois guarda-redes, Renato Queirós, Paulo Campos, Hélio e Guerra.

Renato Queirós formou-se em engenharia, trabalha agora no ramo e abandonou o futebol.

Para Diogo Braga, o veterano Fary, agora capitão, tem sido "o esteio" da equipa e que sem ele seria muito, muito «mais difícil» gerir a delicada situação por que passa o Boavista.

O senegalês, de 37 anos, voltou esta época ao clube que representou de 2003 a 2008 e «tem sido inexcedível», elogiou Diogo Braga. A Lusa tentou contactar Fary, sem sucesso.

O Boavista ocupa atualmente o terceiro lugar da Zona Centro da II Divisão, com 34 pontos, menos nove do que o líder, o Tondela.

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