A tenista Petra Kvitova manifestou-se hoje “muito desgostosa” pelo facto da pandemia da covid-19 ter resultado na anulação do torneio de Wimbledon, que a checa venceu por duas vezes.

"Entre todos os cancelamentos, saber que Wimbledon foi cancelado foi a notícia mais dolorosa para mim", assumiu a 12.ª jogadora do mundo, lamentando a anulação da prova do Grand Slam que assim não se disputa pela primeira vez desde a II Guerra Mundial.

A atleta, que para se manter ativa participa num torneio em Praga, à porta fechada e sujeito a rigorosas medidas sanitárias, envolvendo os melhores praticantes checos, revela-se resignada por entender que o motivo é “bastante claro”.

"Não digo que chorei ao ouvir as notícias, mas fiquei bastante desgostosa”, resumiu a jogadora de 30 anos, que venceu Wimbledon em 2011 e 2014.

Já a sua compatriota Barbora Strycova, semifinalista em 2019 em singulares, disse que sentirá falta da “atmosfera do torneio”.

"Adoro sempre voltar a Wimbledon, é especial estar lá. Para mim, é o maior e mais importante torneio [do Grand Slam]", completou Strycova.

Os circuitos profissionais masculino (ATP) e feminino (WTA) foram interrompidos desde meados de março e pelo menos até o final de julho, mas pequenos torneios de exibição estão a começar a ser organizados.

Isso aconteceu a semana passada em Florida, Estados Unidos, nesta semana na República Checa e em breve nos Balcãs (Sérvia, Croácia, Montenegro, Bósnia-Herzegovnia), permitindo que os jogadores se mantenham ativos e recuperem um pouco o gosto da competição.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 346 mil mortos e infetou mais de 5,5 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Quase 2,2 milhões de doentes foram considerados curados.

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