O golfista português Ricardo Melo Gouveia revelou hoje, por ocasião da apresentação do Open de Portugal, ambicionar ganhar o Challenge Tour em 2020 e aceder ao European Tour, à semelhança do sucedido em 2015.

“O meu objetivo principal é voltar ao European Tour. Ganhar o cartão e porque não tentar vencer o Challenge Tour, outra vez, como fiz em 2015? Foi a minha melhor época, senti que em qualquer torneio tinha hipótese de ganhar. Espero que este ano voltem essas memórias e energias", afirmou o algarvio, à margem da cerimónia da assinatura do contrato de três anos entre a Federação Portuguesa de Golfe e o Royal Óbidos, onde vai decorrer o Open de Portugal entre 2020 e 2022.

Ricardo Melo Gouveia jogou nas últimas quatro temporadas no European Tour, mas este ano não conseguiu garantir a manutenção e desceu ao Challenge Tour, a segunda divisão do golfe europeu.

"Foi uma época difícil. No início do ano mudei de treinador e fiz algumas mudanças no ‘swing', por isso sabia que ia ser um ano complicado. O meu treinador perguntou-me se estaria disposto a fazer as mudanças no imediato ou se queria esperar um ano, mas preferi fazer logo para programar o futuro. E acho que este ano já vou estar mais preparado e com essas mudanças mais automatizadas", contou.

Apesar de assegurar que no final da época já estava mais confortável com as alterações no ‘swing’, embora "em competição seja mais difícil" não ceder às "deficiências do ‘swing' antigo", Melo Gouveia confessa ter sentido uma pressão adicional após o verão.

"Pensava que estava preparado, mas foi difícil. Estive quatro anos no European Tour e sinto que tenho um nível de jogo de European Tour e posso vencer no Circuito. A reta final de ano foi complicada, sobretudo após a paragem do verão. Senti que tive um pouco mais de pressão do que o normal nos últimos torneios, porque sabia o que tinha de fazer para garantir o cartão. Foi complicado", admitiu.

Determinado a regressar ao principal circuito, Ricardo Melo Gouveia assegura não pensar na qualificação olímpica, embora não descarte a possibilidade de tentar alcançar o apuramento para os Jogos Olímpicos de 2020, em Tóquio.

“Neste momento, não penso muito na qualificação olímpica, mas com bons resultados no início do ano pode ser que entre no ‘ranking'. Jogar nos Jogos Olímpicos, mais uma vez, é um dos meus objetivos", reconheceu, sublinhando, contudo, estar focado "na preparação da época no Challenge Tour".

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