O FC Porto quer contornar adversidades para resgatar títulos na época basquetebolística de 2022/23, notou hoje o recém-chegado treinador Fernando Sá, sucessor do espanhol Moncho López, que comandou os ‘dragões’ 13 anos seguidos.

“A ambição é óbvia e passa por tentarmos chegar o mais longe possível para vencermos as competições em que estaremos presentes. Isso vai exigir muito trabalho e dedicação. Vamos ter de formar um grupo capaz de jogar sob várias condições, com problemas físicos se for preciso, com alguma falta de motivação... seja lá o que estiver presente naquele momento, o objetivo tem de ser vencer seja em que circunstâncias forem”, frisou o técnico, de 52 anos, em declarações ao sítio oficial dos ‘azuis e brancos’ na Internet.

O FC Porto começou na segunda-feira os trabalhos de pré-temporada no Dragão Arena, no Porto, depois de uma campanha sem títulos em 2021/22, na qual chegou às meias-finais da Taça de Portugal e da Taça Hugo dos Santos e à fase de grupos da Taça da Europa, além de ter perdido a final do ‘play-off’ do campeonato nacional com o Benfica.

“Independentemente de ser o primeiro dia de trabalho, nos poucos momentos que vou tendo com alguns jogadores sinto que a paixão pelo clube e a modalidade está presente. Isso é fundamental. Evidentemente, também me estou a incluir nesse grupo. Se, de alguma forma, junto dos jogadores que já cá estão e que vão fazer a transição e ajudar à adaptação dos novos, tiver um papel importante nisso tudo, será fundamental”, admitiu.

Além de Diogo Runge, que esteve cedido ao Maia Basket, os reforços oficializados pelos ‘dragões’ são os internacionais lusos João Guerreiro (ex-Oliveirense) e Miguel Maria Cardoso (ex-Sporting), o cabo-verdiano Keven Gomes (ex-Imortal) e os norte-americanos Teyvon Myers (ex-Soproni), Michael Finke (ex-Apollon) e Jimmie Taylor (ex-Start Lublin).

Já João Soares terminou a carreira de basquetebolista aos 32 anos e acompanhou entre as saídas de um plantel remodelado João Torrié e Miguel Correia, os norte-americanos Brad Tinsley, Jon Arledge, Mike Morrison e Rashard Odomes e o croata Markus Loncar.

Francisco Amarante, Miguel Queiroz e Vladyslav Voytso, os americanos Danjel Purifoy e Max Landis e o neerlandês Charlon Kloof continuam, agora sob alçada de Fernando Sá, que, como jogador, foi ‘capitão’ e ainda tricampeão nacional pelo FC Porto (1986-1999).

“Acho que não é um fator decisivo [ser assumidamente portista]. Tenho a certeza de que não foi esse o objetivo da direção quando me contratou. Contrataram-me como treinador, não como adepto. Estarei na bancada em todas as modalidades, mas no basquetebol estarei dentro de campo e num local privilegiado e de sonho. Espero que o que faça com que os adeptos venham apoiar a equipa não seja o facto de ser portista, mas o trabalho que está a ser realizado”, aconselhou o ex-técnico do Vitória de Guimarães (2006-2019).

De olhos postos na reconquista do título nacional, que foge desde 2015/16, os ‘dragões’ iniciam o campeonato com uma receção ao CAB Madeira, no fim de semana de 24 e 25 de setembro, ambicionando criar “uma identidade com que os adeptos se identifiquem”.

“Que tenham prazer, venham com alegria e saiam daqui convencidos de que vamos lutar para termos o museu mais recheado de títulos. É assim que a temporada irá começar. Quando tivermos a equipa completa, a nossa reunião vai ser feita na bancada para tentar que os jogadores, principalmente os mais novos, percebam qual o papel que devem ter em campo para que as pessoas ali sentadas fiquem satisfeitas”, concluiu Fernando Sá.

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