Os Europeus de Lisboa, no próximo ano, podem vir a ter uma importância ainda maior face ao adiamento dos Jogos Olímpicos Tóquio2020, defendeu hoje à agência Lusa o presidente da Federação Portuguesa de Judo (FPJ), Jorge Fernandes.

Os Jogos Olímpicos vão realizar-se entre 23 de julho e 08 de agosto de 2021, anunciou hoje o COI, menos de uma semana depois de ter concluído, conjuntamente com o Governo japonês, remarcar as competições “para uma data posterior a 2020 e nunca depois do verão de 2021”.

“Penso que estas são as melhores datas, não muda nada, anda um ano para a frente. A sugestão que vamos dar à União Europeia de Judo e à Federação Internacional é que a qualificação fique como está [até fevereiro] e, depois, contem as provas de março, abril e maio de 2021”, disse Jorge Fernandes.

Um cenário que deixaria os Europeus de Lisboa, agendados para 30 de abril, 01 e 02 de maio de 2021, no Pavilhão Atlântico, como uma das competições a pontuar a 100% para os Jogos, o que estava previsto para acontecer este ano com os Europeus em Praga.

A crise sanitária desencadeada com a pandemia da covid-19 adiou e cancelou provas desportivas em todo o mundo, com o judo a ser mais uma das modalidades afetadas com a paragem competitiva.

“Os Europeus de Praga ainda foram primeiro adiados para 19 e 21 de junho, e, entretanto, essa data também foi cancelada. Agora, apenas no segundo semestre” poderão realizar-se, disse Jorge Fernandes.

Para o presidente da FPJ, o judo internacional irá agora “reajustar os calendários”, mas a expectativa, e o desejado em Portugal, é que sejam as competições de 2021, entre março e maio, a fecharem o apuramento.

Com base no ‘ranking’ atual, a seleção portuguesa tem oito judocas em lugar de apuramento para Tóquio2020: Catarina Costa (-48 kg), Joana Ramos (-52 kg), Telma Monteiro (-57 kg), Bárbara Timo (-70 kg), Patrícia Sampaio (-78 kg), Rochele Nunes (+78 kg), Anri Egutidze (-81 kg) e Jorge Fonseca (-100 kg).

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 727 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 35 mil. Dos casos de infeção, pelo menos 142.300 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, que está em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril, registaram-se 140 mortes e 6.408 casos de infeções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde.

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