Um ano depois da descida à Liga 3, a Oliveirense garantiu o regresso aos campeonatos profissionais, conseguindo reabilitar a imagem do clube de Oliveira de Azeméis, afirma o treinador Fábio Pereira.

“Vínhamos de uma descida de divisão na época anterior e queríamos mudar o paradigma e a forma como olhavam para a Oliveirense e isso foi conseguido da nossa parte”, disse o técnico de 43 anos, no final da vitória por 2-0 sobre a União de Leiria, em casa do adversário, no dia 25 de abril, num jogo que decidiu a promoção direta à II Liga.

No primeiro ano à frente da equipa, Fábio Pereira procurou “criar uma identidade forte”, que fosse “cativante para os adeptos”.

“Foi isso que nos propusemos desde o primeiro dia”, reforçou em Leiria, orgulhando-se não só por ter “o melhor ataque de todas as equipas que participaram na Liga 3 até ao momento”, mas também, sobretudo, por orientar “a primeira equipa na história desta Liga a subir à II Liga”, destacando ainda o facto de também ter sido a primeira equipa na história a ganhar um jogo na Liga 3.

Depois de 10 meses de trabalho, o plantel da Oliveirense “sabe tudo o que tem para fazer em quase todos os momentos do jogo” e, em Leiria, isso voltou a comprovar-se: diante de um adversário direto na luta pela promoção, a formação de Oliveira de Azeméis mostrou organização, mentalidade e eficácia:

“Fomos corajosos como abordámos a partida, como encarámos o jogo, como nos predispusemos a assumir e a pressionar num bloco médio alto, e alto em alguns momentos, as despesas do jogo. O segredo foi por aí. Foi a equipa acreditar e sermos iguais a nós próprios e ao que temos vindo a fazer ao longo do campeonato. Os meus jogadores foram bravos e corajosos e acreditaram que era possível ganharmos hoje para nos consagrarmos como a primeira equipa a subir na história da Liga 3”.

Com “a missão cumprida com esta subida de divisão”, Fábio Pereira não esquece os adeptos oliveirenses, cujo apoio “permitiu muitas vezes recuperar em jogos em que a equipa começou com desvantagens difíceis de recuperar”.

“Resta-me agradecer-lhes o apoio e sei que vão estar à nossa espera para festejar em Oliveira de Azeméis. É uma vitória merecida para nós e para eles”, reiterou.

Apesar de não confirmar ainda a renovação – “há interesse na continuidade, mas logo que termine o campeonato poderá haver novidades” -, o treinador defende que a Oliveirense necessita de alguns ajustes no regresso à II Liga.

“Obviamente que temos de nos ajustar a uma competição completamente profissional. As pessoas terão consciência de que terá de haver adaptações para fazer crescer a estrutura. Vai ser importante e fundamental”, antecipa.

No plantel há “muitos ativos importantes” que, “com certeza, na maior parte, a SAD fará todos os esforços para manter”. Mas, apesar de “não serem necessárias tantas alterações assim”, terá de existir “um acréscimo quer em termos de quantidade, quer em termos de qualidade”.

Depois de ter passado como treinador principal no Gafanha, União da Madeira e Oleiros, Fábio Pereira admite que vive, em termos desportivos, “o ponto mais alto da carreira”:

“Trabalhei em muitos clubes onde passámos por muitas dificuldades, como salários em atraso, falta de comida para os jogadores – infelizmente isso ainda acontece em alguns clubes. Esses momentos marcaram-me bastante e fizeram-me crescer muito enquanto treinador e enquanto pessoa. Esta vitória é um bocadinho deles também.”

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