O Leipzig venceu o Atlético por 2-1 e segue para as meias-finais da Liga dos Campeões. João Félix entrou na segunda parte, fez o gosto ao pé, mas não foi o suficiente e são os alemães que seguem em frente.

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Era um jogo em teoria de tripla, um duelo imprevisível. Por um lado um Atlético experimentado nas sensações de chegar às fases decisivas da UEFA Champions League e assente num futebol compacto praticado pela equipa orientada por Diego Simeone. Um conjunto colchonero sem tantas opções. Vrsaljko e Ángel Correa ficaram em Espanha, depois de terem acusado positivo por COVID-19.

Frente a um adversário que trata melhor a bola, que não tem Messis, tais como reconheceu Nagelsmann na antevisão da partida, ainda por cima depois da saída de Timo Werner para o Chelsea. Em relação a esta equipa liderada por um dos mais talentosos treinadores do futebol europeu, já se sabe como é difícil ler o seu jogo, na forma como improvisa e muda a qualquer instante as dinâmicas da equipa, mesmo com um aparente 4-3-3.

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No Atlético, Simeone começou por deixar João Félix no banco, lançando Marcos Llorente na frente, tentando o técnico espanhol imprimir uma certa pressão na frente, num clássico 4-4-2. Na equipa do Leipzig, Dani Olmo foi opção na equipa germânica.

A partida começou mais inclinada para o lado alemão, depois da entrada autoritária da equipa de Nagelsmann. Foi mesmo a primeira equipa a criar perigo num lance de Halstenberg. O Atlético respondeu pouco depois, à passagem do minuto de 10, num cabeceamento de Savic, para a defesa de Gulácsi. Ao minuto 13´, o Atlético pediu penalti. Depois de Saul ter caído na área.

Os 'colchoneros' mais compactos lá atrás e com um jogo menos atrativo e com o Leipzig com mais bola e com capacidade de circulação, mas sem capacidade para chegar ao último terço nos primeira quarenta e cinco minutos. Foi por isso a equipa de Simeone aquela que criou mais perigo. O único remate enquadrado dos alemães na primeira parte, aconteceu já em cima do intervalo, num cabeceamento de Upamecano. Depois de uma primeira parte de xadrez, haveria por surgir a emoção no segundo tempo e João Félix.

Logo a abrir, os germânicos colocaram-se em vantagem. Sabitzer colocou em Dani Olmo que fez o primeiro o primeiro da partida nos primeiros minutos da segunda parte.

Com uma equipa com falta de criatividade, urgia a aposta em João Félix que acabou por surgiu ao minuto 58´, por troca com o médio ex-porto Herrera.

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O português mexeu com o jogo, e a equipa colchonera transfigurou-se neste período da partida. O médio acabou mesmo por conquistar uma grande penalidade à passagem do minuto 70´. Na cobrança, o português fez o empate  - Terceiro golo em seis jogos na Champions para João Félix.

Para os últimos minutos, as duas equipas estavam mais preocupadas em manter a baliza em branco, do que propriamente arriscar. Até que ao minuto 88´, surgiu novo golo dos alemães, num coelho tirado da cartola por parte de Nagelsmann. Sabitzer lançou Angeliño que deixou atrasado para finalização do norte-americano Adams (tinha entrada no segundo tempo), com a bola ainda a sofrer um desvio e a trair Oblak.

Depois de uns minutos finais dramáticos, é o Leipzig que segue pela primeira vez para as meias-finais da UEFA Champions League. Isto num clube com 11 anos de existência...incrível. O Atlético de Madrid volta a ter uma sorte madrasta em Lisboa, depois ter perdido a final em 2014. Os alemães continuam a sonhar e vão medir forças com o PSG nas meias-finais. Agora já se sabe que em Lisboa haverá um finalista inédito, que irá sair deste encontro.

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