Os comissários de corrida do Grande Prémio de Abu Dhabi em Fórmula 1 não deram razão a Mercedes, na sequência dos protestos apresentados no final da prova.

A equipa germânica alegava a quebra dos artigos 48.8 e 48.12 do Regulamento Desportivo da Federação Internacional do Automóvel (FIA).

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Em causa, uma alegada ultrapassagem de Verstappen ao carro do britânico Lewis Hamilton (Mercedes) enquanto a corrida estava em situação de ‘safety car’, o que impede ultrapassagens.

A equipa alemã entendeu que Max Verstappen ultrapassou Lewis Hamilton antes de passar a linha de meta para a derradeira volta, algo que não é permitido pelo artigo 48.8 do regulamento da Fórmula 1.

"A determinado ponto, e por um muito curto período de tempo, o carro 33 esteve ligeiramente à frente do carro 44, quando ambos aceleravam e travavam […] e não estava à frente quando terminou o período do safety car. O protesto foi recusado", pode ler-se na decisão dos comissários de corrida.

Após rejeitar este primeiro protesto, os comissários de corrida falaram com as representantes das equipas, com Chris Horner a representar a Red Bull e Toto Wolff, diretor-executivo da Mercedes, a não marcar presença.

À saída, sem avançar mais dados, Horner estava visivelmente feliz: "O veredito final sairá em breve", disse aos jornalistas.

Sobre o segundo protesto, a Mercedes entendeu que houve ordens contraditórias da direção de corrida sobre o que fazer com os pilotos dobrados no último safety car que decidiu a corrida e o título de pilotos para Verstappen.

Inicialmente, a mensagem era para não se alterarem as posições em pista para, mas, após um pedido de esclarecimento de Chris Horner, chefe da Red Bull, a Michael Masi, diretor de corrida,  deu ordem aos pilotos dobrados para recuperarem a volta de atraso face ao líder e permitiu, assim, que Lewis Hamilton e Max Verstappen se reagrupassem em pista a uma volta do final da prova.

A Mercedes invocou o artigo 48.12 do regulamento desportivo da FIA, que estabelece que os carros dobrados podem ultrapassar o líder e o Safety Car, que regressará às boxes “no final da volta seguinte”.

Uma vez que a volta seguinte seria a última da corrida, e por haver “há muito o entendimento de que, preferencialmente, as corridas devem terminar com bandeira verde [sem o Safety Car em pista]”, os comissários decidiram recusar o protesto da equipa germânica, apesar de admitirem que o artigo “não foi cumprido na íntegra”.

Caso tivesse tido provimento o protesto da Mercedes, a classificação oficial seria a da volta 57, penúltima da corrida.

Os comissários entenderam que isso seria “encurtar a corrida à posteriori”, pelo que não deram provimento às alegações da Mercedes.

Max, que parou para mudar de pneus com melhores condições e com mais aderência, ultrapassou Hamilton nas derradeiras curvas da última e venceu, sagrando-se assim campeão do Mundo pela primeira vez.

Desta forma, está confirmado o primeiro título da carreira de Max Verstappen, que disse ter cumprido “um sonho de criança”.

O piloto holandês e o seu pai foram mesmo abraçados, no final, pelo pai de Lewis Hamilton, que se dirigiu às boxes da Red Bull depois de ter reconfortado o filho com um longo abraço.

*Artigo atualizado

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