A nadadora de águas livres Mayra Santos vai ser distinguida na sétima edição dos ‘Portuguese Brazilian Awards’, que terão lugar em Paris, em 03 de junho.

“Trabalhei e me dediquei muito a esta modalidade nos últimos seis anos, sempre com o objetivo de espalhar o nome da Madeira e de Portugal. Quero que sejam destinos que toda a gente conheça e que desperte a vontade de virem cá visitar”, sublinhou a brasileira natural de Minas Gerais à agência Lusa.

Mayra Santos, que reside na ‘Pérola do Atlântico’ há 18 anos, escreveu o seu nome na história, após bater dois recordes mundiais de natação estática - feminino (24:00 horas), e masculino (30:00 horas) –, em 06 de novembro de 2020.

O evento, no qual vai marcar presença em 03 de junho, é organizado pela empresária brasileira Marcilia Luzbet, que habita em Nova Iorque há mais de 20 anos e tem como objetivo premiar profissionais portugueses e brasileiros com “uma história de inspiração e sucesso”, nas mais variadas áreas.

Para a agente imobiliária de profissão, a distinção uniu o seu coração que é “metade brasileiro e português”, juntando as suas origens ao local que escolheu realizar todos os seus feitos.

“Esta distinção deixou-me muito feliz, porque estou a representar duas nações. Afinal de contas somos países irmãos e eu não poderia estar mais satisfeita por poder mostrar o que temos de bom”, adiantou, a atleta do Juventude Atlântico Clube dos Salesianos.

A nadadora de águas livres tem como objetivo tornar-se na primeira pessoa a dar a volta à Ilha da Madeira, a nado, um total de 144 quilómetros em três dias e duas noites.

“É um grande desafio, é levar o corpo ao limite, mas eu vou provar que é possível fazer”, adiantou à Lusa, explicando que ainda não há uma data definida para a “grande aventura”, mas que continua a preparar-se.

O exemplo disso é o próximo desafio a que se propõe, o primeiro em águas internacionais.

“Em [10 e 11] agosto, vou a Nova Iorque para fazer uma dupla volta a Manhattan. Quero trazer mais esse feito para Portugal”, destacou Mayra Santos, adiantando que o tempo estimado para circundar, por duas vezes, uma das ilhas de Nova Iorque, é entre 24 a 30 horas, um total de 100 quilómetros.

Nenhum português ou brasileiro cumpriu as duas voltas, sendo apenas o nadador luso Miguel Arrobas realizou uma volta em 2011, em sete horas e 46 minutos.

“É um desafio diferente, porque vou nadar em três rios, mas mais tempo no Hudson, que é conhecido pelas águas frias”, sublinhou a nadadora, relembrando que não vai usar fato isotérmico, mas que acredita que as temperaturas estarão mais amenas por ser verão na altura da prova.

Apesar de todos os esforços, Mayra Santos frisou o “custo altíssimo” de participar numa prova desta envergadura, admitindo que ainda precisa de ajuda, nomeadamente na compra da passagem para os Estados Unidos.

“Preciso da ajuda de patrocinadores, porque o custo da prova é altíssimo. Pequenas empresas têm contribuído, mas ainda preciso de ajuda para conseguir levar para a frente este desafio. A principal necessidade é ajuda no custo da passagem de avião”, destacou a nadadora, que procura colocar, mais uma vez, a Madeira e Portugal nas ‘bocas do mundo’.

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