A Federação Internacional do Automóvel concluiu que o incêndio no acidente sofrido pelo francês Romain Grosjean (Haas) no GP de Fórmula 1 do Bahrain de 2020 se ficou a dever à violência do impacto.

As conclusões do inquérito ao acidente foram divulgadas esta sexta-feira e fizeram a FIA alterar algumas das medidas de segurança que estavam em vigor.

O acidente deu-se na volta inicial do GP do Bahrain de 2020, quando o piloto francês se despistou e foi embater violentamente nas barreiras de proteção da pista, ocorrendo uma ‘bola de fogo’ que provocou queimaduras nas mãos do corredor.

"O carro sofreu danos severos durante o impacto, incluindo a separação do apoio do motor da célula de segurança do piloto", lê-se nas conclusões do relatório divulgadas pela FIA.

De acordo com aquele documento, o lado esquerdo do bocal de inspeção do depósito de combustível "ficou danificado e o tubo de fornecimento de combustível ao motor ficou partido, fornecendo vias para o fogo atingir o tanque de gasolina".

O mesmo documento indica que a bateria de alta voltagem do Sistema de Recuperação de Energia (ERS) ficou significativamente danificada, com algumas das peças a ficarem junto do motor e outras no habitáculo do piloto.

"A ignição do incêndio deu-se nos momentos finais do impacto nas barreiras, tendo começado na traseira do habitáculo, avançando em direção ao piloto", lê-se ainda.

Este acidente, juntamente com outros 18 que ocorreram ao longo da temporada, levaram a FIA a rever algumas medidas, como alterações no desenho das células de combustível ou na colocação de barreiras de segurança nos circuitos, bem como nas colunas de direção dos carros de Fórmula 1.

Grosjean permaneceu 27 segundos no meio das chamas até conseguir sair do carro, pelo que haverá uma investigação para melhorar as luvas dos pilotos.