O guarda-redes Edu afirmou hoje que regressou à seleção portuguesa de futsal “com muita vontade e focado no objetivo” do Europeu2022, após uma semana de emoções mistas com a infeção pelo coronavírus e uma nova chamada.

Inicialmente na lista inicial de 14 convocados, Edu testou positivo ao SARS-CoV-2, que provoca a doença covid-19, na véspera da viagem da comitiva para os Países Baixos, no qual se realiza o torneio continental, tendo sido substituído por Bebé, que, entretanto, se lesionou, e, já recuperado e fora do isolamento, voltou a integrar a equipa lusitana.

“Quando recebi de novo a chamada, foi uma felicidade enorme. Fiquei muito contente e chorei, mas a primeira coisa que fiz foi ligar ao Bebé, pois sabia que era muito difícil ficar fora de uma competição oficial. Voltei com vontade de ajudar a seleção e focado no objetivo”, disse aos jornalistas, na unidade hoteleira onde Portugal está instalado.

Edu, de 25 anos, já tinha ficado afastado do Mundial na Lituânia, em 2021, devido à pandemia, falhando, pelo menos de forma oficial, a conquista do troféu, mas realçou o “orgulho imenso” em representar o país e também “uma responsabilidade enorme”.

“Vou trabalhar nos treinos igual ao André Sousa. Depois, o ‘mister’ é que decide. Se estiver dentro ou fora [de campo], vou estar a apoiar. O meu apoio vai contar sempre”, frisou o guardião dos espanhóis do Viña Albali Valdepeñas, que ainda não se estreou.

O experiente André Sousa foi o ‘dono’ da baliza portuguesa nos dois primeiros jogos da prova, nas vitórias perante a Sérvia (4-2) e os anfitriões Países Baixos (4-1), em duelos em que Edu viu “uma seleção muito forte, a jogar bem em conjunto e com confiança”.

“Todos temos noção do que já conquistámos. Agora, é começar do zero. Sabemos que vai ser outra vez muito difícil e que há seleções que cresceram muito nos últimos anos. É jogo a jogo, que isto não vai ser nada fácil”, alertou o guardião, natural de Mirandela.

Na derradeira jornada do Grupo A, Portugal vai procurar fazer o pleno de triunfos e assegurar a qualificação para os quartos de final frente à congénere da Ucrânia, que foi surpreendida na primeira ronda, com os Países Baixos (3-2), mas goleou a Sérvia (6-1).

“A Ucrânia é uma equipa muito organizada. Vai ser um jogo muito difícil. Temos de ir a 100% pois vai decidir-se em pequenas coisinhas. Temos de ter em atenção a estratégia deles, porque nisso são muito fortes”, perspetivou o internacional AA em 21 ocasiões.

Líder do grupo A, com seis pontos, a equipa das ‘quinas’ fecha a fase de grupos com a Ucrânia, na sexta-feira, a partir das 20:30 locais (19:30 em Lisboa), também na cidade neerlandesa de Groningen, após os dois jogos iniciais na Ziggo Dome, em Amesterdão.

Os portugueses podem 'carimbar' o apuramento até mesmo com uma derrota, desde que seja até quatro golos de diferença, sendo que se qualifica automaticamente no caso de os Países Baixos não vencerem a sua partida, à mesma hora. Os anfitriões e os ucranianos têm três pontos somados, enquanto os sérvios permanecem sem pontos.

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