Um ataque surpreendente a três quilómetros da meta, já depois de uma série de favoritos se terem distanciado, deu hoje a vitória ao colombiano Nairo Quintana (Movistar) na segunda etapa da Volta a Espanha em bicicleta.

Vencedor em 2016, Quintana completou os 199,6 quilómetros entre Benidorm e Calpe em 5:11.17 horas, à frente do novo líder, o irlandês Nicolas Roche (Sunweb), segundo a cinco segundos, o mesmo tempo do esloveno Primoz Roglic (Jumbo-Visma), que fechou o pódio.

Depois de a Astana ter deixado um grupo de seis favoritos surpreender o colombiano Miguel Ángel López, primeiro líder depois da vitória da formação cazaque no contrarrelógio por equipas da primeira etapa, Quintana atacou a três quilómetros do fim.

A incerteza durou até às últimas centenas de metros, com o colombiano a levar a melhor e vencer 31 dias depois de erguer os braços na 18.ª etapa da Volta a França, desta vez à frente de Roche, que se ‘consolou’ com a camisola vermelha, e de Roglic.

O esloveno minimizou as perdas da Jumbo-Visma no primeiro dia, em que uma queda o levou a perder 40 segundos para a liderança, e hoje chegou ao sexto lugar da geral, a 36 segundos no novo comandante.

Roche aproveitou as bonificações do segundo lugar para arrebatar a camisola vermelha ao colombiano Miguel Ángel López (Astana), que agora é quinto, com Quintana em segundo a dois segundos e o colombiano Rigoberto Urán (Education First) em terceiro, a oito.

O espanhol Mikel Nieve (Mitchelton-Scott) aproveitou a fuga para subir a quarto, a 22 segundos, com a Astana e a Deceuninck-Quick Step, primeira e segunda na etapa inaugural, a perderem posições ao não colocarem homens na frente.

No final, e já depois de se saber a nova configuração da geral, o próprio Quintana assumiu a incredulidade com o final, que apelidou de “muito particular”.

“Nunca ganhei desta forma, mas parece que há sempre uma primeira vez. Foi especial, foi bonito, e era algo de que eu e a equipa precisávamos. Temos estado a trabalhar bem”, destacou.

O colombiano, que procura uma segunda vitória na ‘Vuelta’ e um terceiro em ‘grandes Voltas’, depois do Giro2014, lembrou ainda o esforço do espanhol Alejandro Valverde, com o campeão do mundo a trabalhar na frente do pelotão para selecionar o grupo dos favoritos.

Também o esforço de “toda a equipa” foi destacado, após uma vitória que revitaliza a equipa espanhola, depois de perderem o equatoriano Richard Carapaz, vencedor da Volta a Itália, por lesão a dias do começo.

Rúben Guerreiro (Katusha Alpecin) foi o melhor dos portugueses, ao cortar a meta em 23.º lugar, a 1.43 minutos do vencedor, o que lhe valeu um ‘salto’ para a 40.ª posição na geral, agora a 2.12 da liderança.

Ricardo Vilela (Burgos-BH) é 87.º, depois de ser 83.º, enquanto o colega de equipa Nuno Bico segue em 155.º, depois de hoje ter sido 153.º. Nelson Oliveira (Movistar) foi 97.º e caiu para a mesma posição na geral, enquanto Domingos Gonçalves (Caja Rural-Seguros RGA) é agora 119.º.

Na segunda-feira, a terceira etapa liga Ibi a Alicante ao longo de 188 quilómetros, num dia que inclui apenas duas contagens de montanha, ambas de terceira categoria, com uma chegada ao ‘sprint’ em perspetiva.

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