A um mês do início dos Jogos Olímpicos de Inverno Pequim2022, Portugal tem garantida a presença de três esquiadores e tenta a qualificação do primeiro snowboarder, Christian Oliveira.

A comitiva portuguesa vai estar representada com dois atletas, um masculino e um feminino, no esqui alpino e tem uma vaga no esqui de fundo, aberta por José Cabeça, o mais bem colocado no ranking mundial para disputar os 15 km estilo livre na competição, que decorre na China entre 04 e 20 de fevereiro.

“O snowboarder Christian Oliveira continua a disputar uma vaga até ao fecho da qualificação, no dia 16 de janeiro”, sublinhou hoje, em comunicado, o Comité Olímpico de Portugal (COP).

O 'rider' lusodescendente, nascido na Austrália há 22 anos e com raízes no Covelo, freguesia de Valadares, no concelho de São Pedro do Sul, quer ser o primeiro snowboarder português nos Jogos Olímpicos e compete na Taça do Mundo em 08 de janeiro em Scuol, na Suíça, em 11 e 12 em Bad Gastein, na Áustria, e em 18 em Simonhöhe, igualmente na Áustria.

O atleta de snowboard alpino, que compete em slalom gigante paralelo e em slalom paralelo, tem assim mais três oportunidades para obter a qualificação, caso fique numa das provas entre os 30 primeiros, uma vez que já tem uma pontuação acima dos 100 pontos necessários da Federação Internacional de Esqui (FIS).

Vanina Oliveira Guerillot, de 19 anos, com raízes em Atães, Guimarães, é a esperança no slalom, prova em que é mais forte, e encontra-se atualmente no 595.º lugar do 'ranking' de slalom feminino e na 964.ª posição da tabela de slalom gigante, segundo informação do COP.

A vaga masculina no esqui alpino é disputada pelos covilhanenses Ricardo Brancal e Manuel Ramos e por Baptiste Aranjo, residente em França e com família em Braga.

Baptiste Aranjo é 1.144.º classificado em slalom no ranking da FIS e 3.060.º em slalom gigante. Ricardo Brancal ocupa o 2.906.º lugar em slalom e o 1.982.º em slalom gigante, enquanto Manuel Ramos está na 3.885.ª posição em slalom e na 2.679.ª em slalom gigante.

O selecionador nacional de esqui, Sérgio Figueiredo, destacou, em declarações à agência Lusa, a evolução na modalidade, a existência de mais “atletas com potencial” do que no passado e informou que a escolha do representante português será feita em conjunto com a estrutura da Federação de Desportos de Inverno de Portugal.

“Ter três a disputar uma vaga aumenta a competitividade. Os três estão a dar o melhor de si para chegarem aos Jogos Olímpicos com a melhor pontuação possível. Vai ser difícil escolher, e isso é bom”, acentuou Sérgio Figueiredo, em declarações à agência Lusa, quando faltavam 100 dias para o início de Pequim2022.

A mesma decisão terá de ser tomada no esqui de fundo, modalidade em que Portugal compete nos 15 km clássicos, embora José Cabeça se destaque em relação a Filipe Cabrita.

No Campeonato do Mundo de esqui nórdico, em Oberstdorf, na Alemanha, em fevereiro de 2021, o eborense, de 25 anos, conseguiu uma pontuação que abriu uma vaga para Portugal nos Jogos Olímpicos de Inverno Pequim2022, na prova de 10 km estilo livre.

No ranking da FIS, José Cabeça é o 1.997.º classificado na distância e 3.848.º no 'sprint', enquanto Filipe Cabrita ocupa a 3.046.º posição em distância e é 3.990.º em 'sprint', de acordo com a informação hoje divulgada pelo COP.

Fora dos Jogos Olímpicos de Inverno está o patinador de velocidade Diogo Marreiros, que não conseguiu apuramento para Pequim2022, mas garantiu a presença no Campeonato da Europa.

Em Sochi2014, competiram Camille Dias e Arthur Hanse, ambos em esqui alpino, e em PeyongChang2018 Arthur Hanse, em esqui alpino, e Ke Quyen Lam, no esqui de fundo.

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