Sérgio Conceição também marcou presença na conversa que envolveu Vítor Baía e Jorge Costa nas redes sociais do FC Porto.

O treinador dos 'dragões' abordou a dificuldade em transmitir mística dos 'azuis-e-brancos' nos tempos de hoje, contudo reforçou a dedicação dos seus jogadores.

"A mística era muito mais fácil quando um treinador entrava numa balneário e encontrava uma espinha-dorsal formada no clube, que conhecia a realidade do FC Porto. Hoje encontro uma certa dificuldade em incutir esse espírito mas encontram-se outras facilidades, como no profissionalismo, na dedicação... São jogadores absolutamente fantásticos aqueles que eu treino, pertenci a várias gerações e sei o que estou a dizer", disse.

Vítor Baía e Jorge Costa destacaram a competitividade e a irreverência de Conceição, que assegurou que a mesma se mantém agora como treinador.

"Essa irreverência toda quando era jovem existe hoje como treinador, porque faz parte da minha pessoa. (...) Não escondo o que fui e sou. Faz parte do meu ADN. Mesmo agora como treinador, tenho perdido algumas coisas, mas ganho muitas mais. Tenho um feito especial, tem a ver com a competitividade que o Vítor falava, não gostar de injustiça por ter nascido num meio simples, mas com muita honestidade e capacidade de trabalho acima do normal", afirmou.

Competitividade que se manifestava até nos jogos amigáveis, como o episódio no jogo de despedida de Deco, em 2014, como contou o técnico do FC Porto.

"Pois estava, pois estava [chateado, em resposta a Jorge Costa]. Ainda bem que reconheces isso! É que eu tive a particularidade de, no jogo solidário, pagar o meu bilhete, é que nestes jogos solidários, é verdade que nós emprestamos a nossa imagem, vamos com gosto e quem esteve nesse jogo e quem está nesses jogos solidários, está com todo o gosto e todo o coração e eu também estava, mas eu tive a particularidade de dizer e de afirmar que nesse jogo solidário ou em qualquer jogo solidário, ação solidária que eu tenha, eu faço questão de pagar as minhas viagens, as despesas sou eu que as assumo. Ou seja eu vou para um jogo, onde pago a minha viagem, não fui pago por ninguém, pago o meu jantar, pago a minha estadia, pago a minha viagem de regresso a casa e fico no banco?! [risos]", contou, antes de Vítor Baía e Jorge Costa falarem sobre a reação de Fernando Santos, que treinava a equipa.

"Oh Jorge, e o nosso amigo 'engenheiro' estava a assim 'este gajo está louco, este gajo está louco pá'", contou Baía, antes de Jorge Costa acrescentar a sua parte.

"O Engenheiro chamou-me e disse-me 'Epá, ele tá a brincar ou 'tá a falar a sério?', contou para os risos de todos os presentes na conversa.

"Foi na brincadeira, claramente, mas atenção: queria jogar", rematou Conceição.

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