À saída da reunião com o Presidente da República, Pinto da Costa comentou o recém-divulgado parecer da Direção-Geral de Saúde e do código de conduta para o regresso das competições.

O líder do FC Porto manifestou a sua incompreensão face a alguns aspetos do código de conduta.

"Há coisas que não compreendo muito bem, mas se calhar não são fáceis de entender. Não compreendo como é que se quer proibir um profissional de futebol, que vai exercer a sua atividade e depois tem de ir diretamente para casa, não pode conviver com ninguém. Se isso é importante, então é um desprezo para todos os outros profissionais. Isso é cortar a liberdade das pessoas e completamente injustificado. Naturalmente que para isso há os experts que estão a analisar a situação. Todos os que ouvi no ramo da medicina acham que há coisas que não compreendem", disse.

Pinto da Costa estranhou ainda o facto de nem o médico supervisor da 'task force' da Liga para a COVID-19 nem os médicos dos clubes tenham sido ouvidos na formulação do parecer.

"Fazerem uma reunião, elaborarem um plano sem ouvirem os especialistas como o Doutor Froes que é o supervisor dos problemas da Liga, e sem ouvirem os médicos do clube acho realmente estranho, mas não tenho poder para obrigar alguém a ouvir quem quer que seja", afirmou.

Apesar disso, Pinto da Costa considerou existirem condições para o regresso do futebol, comparando os perigos que correm os jogadores com outras profissões.

"Se a norma de conduta não vier complicar, há todas as condições para o futebol voltar. Se o futebol não voltar, mais nenhuma atividade pode voltar. Corre muito mais perigo um funcionário da restauração do que um jogador, na casa dos 30, com cuidados médicos da máxima atenção", concluiu.

 

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