Quase meio ano depois de ter terminado a ligação com o Vitória SC, Paulo Turra falou sobre a curta passagem por Guimarães.

Em entrevista ao 'Desporto ao Minuto', o treinador brasileiro revelou a forma como foi abordado para ser treinador do emblema minhoto e contou como soube que a sua ligação ao Vitória SC tinha chegado ao fim.

"Uma semana após ter deixado o Santos, recebi uma mensagem do presidente do Vitória SC, através do Facebook, a perguntar se eu já tinha pensado em ser treinador em Portugal. Respondi dois dias depois, até porque não estou habituado a ir ao Facebook, vi o conteúdo da mensagem e respondi 'Sim, presidente. É um dos meus sonhos voltar a trabalhar em Portugal, agora como treinador", disse na altura, antes de ser contactado formalmente.

"Alguns dias depois, ligou-me o Rogério Matias [diretor desportivo] e eu disse que estava aberto [ao convite]. O Moreno, que foi meu colega no Vitória, pediu para sair. Falei novamente com o Rogério Matias, com a psicóloga do clube e novamente com o presidente. O meu agente, o Hugo Cajuda, filho do Manuel Cajuda e também agente do Abel Ferreira, ajudou-me", recordou.

Paulo Turra acabaria mesmo por liderar a equipa técnica do clube vimaranense, mas por pouco tempo. Após três derrotas e um empate, Paulo Turra seria despedido após bater o Estoril (3-2). Para trás, ficaram três derrotas e um empate.

Ao 'Desporto ao Minuto', Turra conta que recebeu uma mensagem de voz de António Miguel Cardoso, presidente do Vitória, logo após o jogo com os canarinhos, a informá-lo de que deixaria de ser treinador dos 'conquistadores'.

"Recebi uma mensagem de voz do presidente a comunicar que eu já não era mais o treinador do Vitória, para minha surpresa. Como já disse, faz parte. A vida de treinador é mesmo assim. Sinto-me grato ao Vitória pela oportunidade que me deu em cumprir o sonho de ser treinador em Portugal, num clube onde eu tenho uma história vitoriosa como jogador", admitiu, garantindo que vai voltar a Portugal. Vou voltar a treinar em Portugal em dia. Não tenho dúvida nenhuma".