Depois da derrota por 2-0 em casa do Portimonense, o treinador do Desportivo das Aves lamentou não ter evitado a despromoção, pedindo para que ninguém esqueça tudo o que aconteceu no clube.

"Não foi só o Nuno [Manta Santos] até ao fim. Foi o Nuno e foi o Aves que aqui estiveram. Antes de mais, agradecer aos adeptos que vieram cá apoiar-nos e agradecer-nos o que temos feito. Para se fazerem mil quilómetros, é preciso ter uma paixão muito grande pelo clube. Uma palavra para esses e para os que ficaram na Vila das Aves. Uma palavra para a minha equipa técnica, para o departamento médico, para os jogadores e para o presidente do clube, que tudo fizeram para que pudéssemos terminar o campeonato, porque era muito importante fazê-lo, a bem da verdade desportiva e do futebol nacional. É verdade que amanhã já começamos, como toda a gente, uma nova época, mas não podemos esquecer-nos do que se passou neste final da época. Esperemos que estas fragilidades que existem na organização da nossa Liga não apareçam tão cedo", disse o treinador do Aves, comentando os problemas que assolaram o clube nos últimos dias.

"Foi uma época extremamente difícil, longa e atípica para toda a gente. Esses problemas obrigaram-me a tentar superá-los, a trabalhar mais, a ter capacidade para motivar, superar, puxar pelos jogadores, mas aceito e compreendo perfeitamente a atitude que alguns tiveram, porque eram momentos muitos difíceis para eles e para as suas famílias. Louvo estes que vieram até ao fim, porque não foi fácil. Existiram momentos difíceis nos últimos seis meses e o que aconteceu agora foi só a ponta do iceberg", explicou, referindo que ainda não sabe se vai continuar no comando técnico do Aves.

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