O FC Porto apresenta um domínio avassalador nos confrontos caseiros com o Benfica a contar para a I Liga, com 50 ‘redondos’ triunfos contra apenas 14 do rival, em 85 jogos.

Num duelo que acabou empatado em 21 ocasiões, os ‘azuis e brancos’ dominam também claramente em termos de golos, com 164 marcados e 98 sofridos, sendo que os ‘encarnados’ só lograram triunfos seguidos uma vez (três, entre 1974/75 e 76/77).

Apesar do domínio avassalador dos 'dragões', foi numa vitória do Benfica (2-1) que terminou o último clássico para o campeonato, na época 2018/19, a contar para a 24.ª jornada, que permitiu à equipa de Bruno Lage saltar para a liderança do campeonato, depois de ter estado a sete pontos de distância, e sagrar-se campeã em maio.

Já a última vitória caseira dos 'dragões' aconteceu no dia 20 de novembro de 2015, quando um golo ‘tardio’ de André André, aos 86 minutos, selou as ‘bodas de ouro’ dos portistas, que, no último quarto de século, só perderam em duas ocasiões.

Depois do famoso ‘bis’ de César Brito, que decidiu a favor dos ‘encarnados’ o título de 1990/91, a equipa da Luz só conseguiu vencer em 2005/06 e 2015/16, com outros ‘bis’, de Nuno Gomes e do brasileiro Lima, respetivamente, e no já referido clássico de 2018/2019, com João Félix e Rafa a darem a volta no marcador após o primeiro golo de Adrián López.

Estes três triunfos são, porém, exceções, já que, nos restantes 24 embates, o FC Porto ganhou 18 e só cedeu seis empates (0-0 em 1991/92, 3-3 em 1993/94, 1-1 em 2004/05, 2008/09, 2016/2017 e 2-2 em 2011/12).

Destaque, nestes 26 anos, para o período entre 1994/95 e 2003/2004, no qual o FC Porto conseguiu 10 vitórias consecutivas, seis das quais por dois ou mais golos de diferença. O brasileiro Mário Jardel marcou cinco vezes.

Com a mudança das Antas para o Dragão, que se estreou no clássico em 2004/05, o Benfica melhorou, conseguindo pontuar sete vezes em 12.

Por seu lado, os portistas triunfaram sete vezes, com destaque para a histórica goleada por 5-0 conseguida em 2011/12 pelo ‘onze’ de André Villas-Boas, que viria a acabar o campeonato invicto e com apenas três empates. Um tento de Silvestre Varela, dois do colombiano Radamel Falcao e outros tantos do brasileiro Hulk, um de penálti, selaram a ‘manita’, perante o conjunto de Jorge Jesus.

Para a história ficou também a vitória por 2-1 de 2012/13, com um golo do brasileiro Kelvin, aos 90+1 minutos. Lima ainda adiantou os ‘encarnados’, mas o FC Porto deu a volta, chegando ao empate com um autogolo do agora portista Maxi Pereira. Com esse triunfo, o FC Porto ultrapassou os ‘encarnados’ na tabela, a uma ronda do final, acabando por selar o título, na Mata Real.

A história dos clássicos em reduto portista para a I Liga arrancou em 1934/35 e os ‘azuis e brancos’ começaram muito bem, mantendo-se invictos nos primeiros oito (cinco vitórias e três empates), para cederem a primeira derrota em 1942/43 (4-2).

Até ao início da década de 50, o Benfica ainda venceu mais três vezes, mas o FC Porto mostrou-se insuperável de 1950/51 a 61/62 (10 vitórias e dois empates), num período em que se destacam três triunfos consecutivos por 3-0 (54/55 a 56/57).

Em 1962/63, um golo de Eusébio valeu uma vitória por 2-1 e o fim do jejum de triunfos do Benfica, que só voltaria a ganhar em 1969/70: a essa derrota, o conjunto da casa respondeu com a segunda maior goleada de sempre (4-0 em 70/71, com quatro tentos de Lemos).

A década de 70 acabou, no entanto, por ser o melhor período dos ‘encarnados’, que em 1971/72 ganharam por 3-1 e conseguiram, depois - pela primeira e única vez em solo portista -, três triunfos consecutivos, entre 74/75 e 76/77.

Em 1977/78, o FC Porto colocou um ponto final numa ‘seca’ de 18 épocas sem chegar ao título e, depois disso, iniciou também um período de ainda maior superioridade nos jogos caseiros com o Benfica - 27 vitórias, dez empates e apenas três derrotas, em quase quatro décadas.

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