O secretário referiu que tem havido conversações com vários intervenientes, nomeadamente o presidente do Marítimo, Carlos Pereira, a Direção-Geral da Saúde (DGS), a Autoridade Regional da Saúde e ainda com o antigo ministro da Saúde Adalberto Campos Fernandes, que trabalha como “interlocutor” da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), em período de reatamento da atividade desportiva, suspensa devido à pandemia de COVID-19.

“No sentido de criarmos as condições para que o Marítimo possa jogar na sua casa, estamos à espera de um documento para fazermos uma vistoria do estádio e estão criadas condições para que essa situação se possa resolver de acordo com um parecer da Autoridade Regional da Saúde”, revelou, em videoconferência de imprensa, no Funchal.

De acordo com Pedro Ramos, as vistorias aos estádios de nível 1, no qual se insere o do Marítimo, já começaram, e o parecer será decisivo para o emblema ‘verde rubro’ poder receber, nos Barreiros, Vitória de Setúbal, Gil Vicente, Benfica, Rio Ave e Famalicão.

“Se estiverem criadas as condições para que esses jogos possam ser feitos aqui, na Madeira, e se o parecer da Autoridade Regional da Saúde for de acordo com essa situação, é esse o parecer que será dado da Direção Regional da Saúde”, garantiu.

No que diz respeito à quarentena obrigatória, implementada em 19 de março pelo Governo regional madeirense a quem chegar à ilha, poderá já não estar em vigor quando a I Liga voltar.

“A data para o regresso da I Liga, que é 04 de junho, ultrapassa um pouco todo o estado de quarentena obrigatória, que a Madeira ainda possui neste momento e, consoante a evolução da pandemia, serão tomadas decisões”, adiantou.

O Marítimo ameaçou, na quinta-feira, avançar para a impugnação da I Liga portuguesa de futebol caso não dispute os cinco jogos que tem como visitado no seu estádio, na Madeira.

Hoje, o presidente do clube, Carlos Pereira, disse acreditar que a equipa irá jogar o que resta da I Liga portuguesa no seu estádio, rejeitando “aceitar” qualquer outro cenário.

“Digo que o Marítimo vai jogar em casa. O Marítimo tem um estádio de nível 1, portanto, até nem precisará de vistorias e, provavelmente, vai jogar na Madeira. Esta é a nossa luta e é a força de todos nós conseguirmos isso, quase de certeza absoluta”, defendeu, em conversa realizada na conta do Marítimo no Facebook.

Após a declaração de pandemia, em 11 de março, as competições desportivas de quase todas as modalidades foram disputadas sem público, adiadas – Jogos Olímpicos Tóquio2020, Euro2020 e Copa América -, suspensas, nos casos dos campeonatos nacionais e provas internacionais, ou mesmo canceladas.

Os campeonatos de futebol de França e dos Países Baixos foram cancelados, enquanto outros países preparam o regresso à competição, com fortes restrições, como sucede na Alemanha, Inglaterra, Itália, Espanha e Portugal, que tem o reinício da I Liga previsto para 04 de junho.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de COVID-19 já provocou mais de 302 mil mortos e infetou mais de 4,4 milhões de pessoas em 196 países e territórios. Mais de 1,5 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.190 pessoas das 28.583 confirmadas como infetadas, e há 3.328 casos recuperados, de acordo com a DGS.

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