O recém-eleito presidente do Vitória de Guimarães, António Miguel Cardoso, afirmou hoje a vontade de “recuperar a mística e a cultura” do emblema vimaranense, que milita na I Liga portuguesa de futebol.

O empresário de 45 anos recolheu 62,5% dos 6.637 votos contabilizados no ato decorrido no Pavilhão Desportivo Unidade Vimaranense e, no discurso de vitória, salientou o objetivo imediato de devolver ao clube minhoto a “mística” que, no seu entender, se tem vindo a perder.

“Quero colocar o Vitória no ‘caminho certo’ e recuperar a ‘mística’ e a cultura do clube. Vamos começar a fazer isso a partir de amanhã [domingo]. Temos de ter ambição. As coisas vão começar a mudar naturalmente, embora com muito trabalho”, vincou, na sede de campanha da lista A, localizada junto à praça do Toural, em Guimarães.

Segundo nome mais votado nas eleições de 2019, atrás de Miguel Pinto Lisboa e à frente de Daniel Rodrigues, António Miguel Cardoso candidatou-se de novo à liderança do emblema vimaranense e recolheu 4.148 votos, derrotando o presidente ainda em funções, recandidato pela lista C, que obteve 1.243 votos (18,7%), e Alex Costa, da lista B, que registou 1.161 votos (17,5%).

Além do “contentamento” por ter vencido, o sócio número 4.530 realçou que o tempo que se segue às eleições deve ser de “união” e reiterou que, apesar das “opiniões diferentes em relação a alguns temas” durante a campanha eleitoral, os candidatos não são mais “opositores”, mas sim “vitorianos”.

Questionado sobre a escolha de Diogo Boa Alma para assumir o cargo de diretor desportivo, função que já teve no Santa Clara, entre 2016 e 2021, António Miguel Cardoso defendeu que o mais apropriado no presente é dar confiança aos futebolistas da equipa principal e ao treinador, Pepa, para vencerem o Famalicão no domingo, para a 25.ª jornada do campeonato.

“Os jogadores estão tranquilos e em estágio para o jogo. Isso é o mais importante. Confiamos nos jogadores e no treinador. Não é altura para falar no Diogo Boa Alma e em jogadores. É a altura para ganharmos [no domingo]”, especificou.

Presidente do Vitória de Guimarães nos últimos dois anos e oito meses, Miguel Pinto Lisboa foi hoje o segundo candidato mais votado e, numa reação à votação a partir da sua sede de campanha, na praça da Oliveira, em pleno centro histórico de Guimarães, vincou que o triénio 2022-25 deve criar um clube “unido e sem guerrilhas”.

“Reconhecemos o mérito de quem venceu. Queremos que o Vitória esteja unido e sem guerrilhas, porque só assim pode crescer. Podem contar connosco para não fazermos guerra a ninguém. Queremos um Vitória mais forte e melhor. Os vitorianos podem sempre contar connosco”, referiu o primeiro candidato a perder umas eleições para o emblema vimaranense na condição de presidente.

Já o candidato menos votado, Alex Costa, reconheceu a “vitória arrebatadora” de António Miguel Cardoso como expressão de “uma vontade de mudança” dos sócios vitorianos e pediu que o clube ascenda para “patamares” competitivos superiores no mandato em curso até 2025.

“Foi muito positivo conhecer os sócios mais de perto, disponibilizar as nossas ideias, mostrar as nossas ideias a quem as queira usar. Os sócios estavam descontentes com o rumo decorrido e escolheram a lista A. Queremos um clube que chegue a outros patamares e nos orgulhe”, disse o ex-futebolista do Vitória, do Benfica, do Moreirense e dos alemães do Wolfsburgo, candidato pela lista B.

Apesar de terem votado 67,6% dos 9.780 sócios inscritos nos cadernos eleitorais, a afluência às mesas de voto foi inferior ao sufrágio de 2019, em que participaram 7.083 sócios, e ao de 2018, em que Júlio Mendes derrotou Júlio Vieira de Castro com um recorde de votantes na história do clube que assinala o centenário a 22 de setembro (7.274 associados).

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