A Liga Moçambicana de Futebol (LMF) adiou o arranque do campeonato nacional, que havia sido marcado para 30 de março, devido à devastação provocada pelo ciclone Idai, anunciou a entidade.

"Foi decidido o adiamento do início do Moçambola, que estava indicado para 30 de março", disse Ananias Couana, presidente da LMF, em conferência de imprensa.

A prova só vai começar quando as condições estiverem normalizadas, acrescentou.

A região centro, que está a sofrer os efeitos do ciclone Idai, alberga várias equipas que vão participar no Moçambola e que estão integradas no grupo do "centro/norte", um dos dois em que o campeonato moçambicano de futebol estará este ano dividido, com oito equipas cada.

Além do "centro/norte", o campeonato será também disputado pela "região sul", igualmente composto por oito equipas.

O balanço provisório da passagem do ciclone Idai é de 557 mortos, dos quais 242 em Moçambique, 259 no Zimbabué e 56 no Maláui.

O ciclone afetou pelo menos 2,8 milhões de pessoas nos três países africanos e a área submersa em Moçambique é de cerca de 1.300 quilómetros quadrados, segundo estimativas de organizações internacionais.

A cidade da Beira, no centro litoral de Moçambique, foi uma das mais afetadas pelo ciclone, na noite de 14 de março, e a ONU alertou que 400.000 pessoas desalojadas necessitam de ajuda urgente, avaliada em mais de 40 milhões de dólares (mais de 35 milhões de euros).

Mais de uma semana depois da tempestade, milhares de pessoas continuam à espera de socorro em áreas atingidas por ventos superiores a 170 quilómetros por hora, chuvas fortes e cheias, que deixaram um rasto de destruição em cidades, aldeias e campos agrícolas.

As organizações envolvidas nas operações de socorro e assistência humanitária têm alertado para o perigo do surto de doenças contagiosas.

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